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Deslizes e trapalhadas de Alexandre de Moraes

Apesar da série de tropeços no governo, o estilo xerifão de Moraes agradou a Temer

Por Da redação 6 fev 2017, 19h39 • Atualizado em 30 jul 2020, 21h03
  • Pouco antes da indicação oficial de seu nome para a vaga deixada por Teori Zavascki no Supremo Tribunal Federal, o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, deixou-se flagrar no WhatsApp, adiantando o anúncio. “Hoje, lá pelas 19h00, o Presidente indicará meu nome para a vaga do Supremo Tribunal Federal”, escreveu. Um interlocutor identificado como Vivi responde: “Tanta gente me parabenizando kkkkk”. “Não sei nem o que responder”, emenda. Vivi é como é conhecida a mulher de Moraes, a advogada Viviane Barci de Moraes. A troca de mensagens ocorreu durante um evento no Palácio do Planalto.

    A inconfidência não produziu maiores efeitos, mas soma-se à longa lista de trapalhadas e deslizes de Moraes. VEJA de 18/01/2017 expôs a sucessão de tropeços do ministro em reportagem intitulada “O incontrolável”.  “Toda vez que ele fala, uma crise se instala no colo do presidente”, dizia um auxiliar de Temer. Nada que lhe custasse o apreço do presidente. “Apesar dos deslizes, o estilo xerifão de Moraes agrada a Temer, a cujo gabinete ele tem acesso livre. Aos 76 anos, o presidente vê no jovem ministro, de 48, a própria imagem quando, em outubro de 1992, assumiu a Secretaria de Segurança de São Paulo e teve de lidar com o tormentoso massacre do Carandiru”, observava a reportagem. Confira abaixo as derrapagens listadas em VEJA de 18/01/2017.

    2016

    16 de maio – Na primeira semana após a posse, ele comprou briga com o MP ao criticar o método de escolha do procurador-geral da República

    22 de julho – No Paraguai, posou para fotos metido em uma farda preta, à la Rambo, cortando pés de maconha com um facão

    21 de julho – Pôs-se como protagonista de uma operação da PF que prendeu suspeitos de planejar atentados na Olimpíada do Rio. Ao mesmo tempo em que ampliava a importância do caso, contradizia-se: “Era uma célula absolutamente amadora”

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    25 de setembro – Durante encontro com integrantes do MBL, foi acusado de antecipar uma das fases da Lava-Jato – a que no dia seguinte prenderia o ex-ministro petista Antonio Palocci

    7 de outubro – Instado a esclarecer o recebimento de 4 milhões de reais de uma empresa investigada pela PF, disse apenas tratar-se de “honorários advocatícios” – e não deu maiores explicações

    2017

    3 de janeiro – Afirmou que o massacre de sessenta presos em Manaus não era consequência de uma guerra entre facções. Acabou desmentido pelos fatos – e pelas autoridades amazonenses

    6 de janeiro – Apesar da tentativa inicial de descolar do governo a tragédia prisional, aproveitou a matança de presos para lançar, às pressas, um plano de segurança ainda em elaboração. Deu uma longa e confusa entrevista coletiva. Demorou a se pronunciar sobre a chacina de presos em Roraima e teve de voltar atrás na decisão de não enviar homens da Força Nacional para o estado – ele havia negado um pedido do governo local poucas semanas antes da tragédia. Depois de anunciar que viajaria a Boa Vista, ouviu da governadora que não precisava ir.

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