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Vale a pena ler de novo o que saiu nas páginas de VEJA em quase cinco décadas de história

Da chegada do mouse à fadiga do iPhone

Em 1983, VEJA apresentava ao leitor Steve Jobs e seu "computador para leigos"

Por Daniel Jelin Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 11 set 2016, 13h14 • Atualizado em 30 jul 2020, 21h53
  • A Apple ainda é a maior empresa do mundo em valor de mercado (586 bilhões de dólares em 2016, segundo a Forbes), mas, definitivamente, seus lançamentos não causam o mesmo alvoroço. Alguns, ao contrário, são recebidos com alguma desconfiança e certo enfaro – caso deste novo iPhone 7. A verdade é que a fábrica de inovações da Apple é indissociável do gênio de seu fundador, cuja morte completa cinco anos no próximo mês.

    A primeira menção a Steve Jobs em VEJA data de 1983, ano do lançamento de Lisa, o “computador para leigos” da Apple. Foi o primeiro micro pessoal dotado de mouse e algo próximo a uma interface gráfica, em substituição aos comandos por texto. Didática, a reportagem explicava os novos recursos da seguinte maneira: “Em vez de dedilhar o teclado, como nos computadores convencionais, solicitando as informações desejadas, a pessoa aciona um pequeno aparelho, do tamanho de um maço de cigarros, ligado à máquina por um cabo. Esse aparelho, conhecido como mouse (camundongo), tem uma esfera em sua parte inferior. Quem está usando o computador desliza o mouse sobre a mesa, ao lado da máquina; a esfera, ao rolar, emite sinais elétricos que fazem aparecer, na tela, uma pequena seta que se move, chamada cursor. É através desse cursor que o usuário ‘conversa’ com o computador”.

    No ano seguinte, VEJA voltava a falar de Steve Jobs por ocasião do lançamento do Macintosh, bem mais barato que Lisa (10 mil dólares à época, 23 mil hoje), com o que a Apple tentava conter o avanço da IBM. “O destino da Apple está sendo jogado com o Macintosh. Se perder, ficará reduzida a uma montadora de computadores”, profetizava um analista. “Se ganhar, o céu é o limite.”

    A Apple ganhou, como se sabe, mas Jobs teve antes de amargar a geladeira: aos 30 anos, foi afastado da empresa que fundara e enquadrado no posto de “visionário global”. O retorno, onze anos depois, foi triunfal. “De pária a salvador” foi o título da reportagem de VEJA de janeiro de 1997 que noticiou seu retorno “para tirar a firma do buraco”. O resto é história, que VEJA acompanhou de perto.

    lancamentodolisaLeia em VEJA de 2 de fevereiro de 1983: Apple lança a Lisa, o ‘computador para leigos’

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    Leia em VEJA de 1º de fevereiro de 1984: Com Macintosh, a Apple contra-ataca a IBM

    Leia em VEJA de 25 de setembro de 1985: Apple afasta Jobs

    Leia em VEJA de 8 de janeiro de 1997: De pária a salvador

    Leia em VEJA de 15 de junho de 2011: A nuvem de tijolos

    vejalegadodejobs

    Leia em edição especial de VEJA de 12 de outubro de 2011: O legado de Jobs e as ideias que podem mudar o seu mundo

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