TV Pública: o problema não é a eficácia, mas a cara inutilidade
Acham o quê? Que combato a TV Pública porque tema, sei lá, os argumentos muito convincentes de Franklin Martins e Tereza Cruvinel em defesa do governo? Ou porque acredite que eles vão manipular as informações, e seremos todos abduzidos pelo oficialismo? Besteira! Combato porque é dinheiro jogado fora. Porque ninguém vai ver a estrovenga. Porque, […]
Acham o quê? Que combato a TV Pública porque tema, sei lá, os argumentos muito convincentes de Franklin Martins e Tereza Cruvinel em defesa do governo? Ou porque acredite que eles vão manipular as informações, e seremos todos abduzidos pelo oficialismo? Besteira! Combato porque é dinheiro jogado fora. Porque ninguém vai ver a estrovenga. Porque, daqui a pouco, a coisa deixa de ser notícia, ninguém mais se interessa pelo assunto, e os companheiros ficam lá, criando bolor e raízes, sugando o dinheiro do distinto banguela brasileiro. Mas todos cheios daquela moral reta de quem tem a certeza de que faz um trabalho muito superior ao da TV comercial.
Essa conversa de que a emissora tem um caráter “público” e “não-estatal” é conversa pra boi dormir. Em primeiro lugar, é mentira. Quem manda lá é Franklin. Em segundo, se fosse verdade, seria ainda pior. Um futuro governo, para fechá-la, padeceria o diabo. As chamadas “instituições públicas” no Brasil, algumas delas constituídas como fundações, o que querem do público é só o dinheiro. Na hora da gerência, ambicionam ser bolsões independentes, de caráter privado, atentos apenas a interesses meramente corporativos.
O que lastimo é a inutilidade dessa porcaria, não a sua eficiência. Sim, claro, poderia ser pior: os petistas, além de caros, também poderiam ser eficientes em seu delírio. A nossa sorte é a incompetência dos companheiros.
Quanto à notícia de que a TV mal começou e já é obrigada a dar explicações esfarrapadas sobre publicidade, dizer o quê? Eles são quem são. Estão sempre inteiros em cada coisa.







