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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Tucano Otávio Leite lança candidatura no Rio; a difícil, mas não impossível, tarefa de apear Eduardo Paes da Prefeitura

A reeleição do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), parece tranquila caso se levem em conta os números das pesquisas. Mas a corrida mal começou. Terá um adversário à esquerda, Marcelo Freixo (PSOL), que caiu no gosto dos “socialistas” de Copacabana, Ipanema e Leblon. A postulação de Freixo pode ser desgastante para o prefeito porque […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 08h39 - Publicado em 10 jun 2012, 19h03
A reeleição do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), parece tranquila caso se levem em conta os números das pesquisas. Mas a corrida mal começou. Terá um adversário à esquerda, Marcelo Freixo (PSOL), que caiu no gosto dos “socialistas” de Copacabana, Ipanema e Leblon. A postulação de Freixo pode ser desgastante para o prefeito porque “o homem que combateu as milícias”, incensado por artistas e descolados em geral, encarna a bandeira da “ética”. Em tempos de “República do Guardanapo” e dancinha na boquinha da garrafa em Paris, Paes pode ter de pular miudinho. Afinal, hoje, ele não se distingue de seu mais recente padrinho político, o governador Sérgio Cabral (PMDB), o amigão de Fernando Cavendish.
Disputam o espaço que vai da centro-direita à centro-esquerda, onde Paes transita hoje, os deputados Rodrigo Maia (DEM), coligado ao PR de Anthony Garotinho, e Otávio Leite (PSDB), que lançou sua candidatura na manhã deste domingo. A situação do prefeito, em tese, é confortável, dadas a coligação gigantesca que o apoia — liderada por PMDB e PT — e a mobilização de duas máquinas poderosas: a Prefeitura e o governo do estado.
Vamos ver. Com Cabral na berlinda e incapaz de dizer, afinal de contas, que diabos a sua corte fazia em Paris, o viés de Paes é de baixa, ainda que as pesquisas indiquem uma situação confortável. Seus vínculos com o governador certamente comporão o arsenal dos adversários para tentar tirá-lo da Prefeitura — tarefa difícil, sim, mas não impossível. Leiam trechos de duas reportagens de Ítalo Nogueira (íntegras aqui e aqui), na Folha Online, sobre o lançamento da candidatura do tucano Otávio Leite neste domingo.
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O deputado federal Otávio Leite (PSDB), 50, lançou na manhã deste domingo (10) sua candidatura à Prefeitura do Rio e vai iniciar a campanha acionando a Justiça Eleitoral contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o prefeito Eduardo Paes (PMDB), que tentará a reeleição.
A sigla vai questionar amanhã no Tribunal Regional Eleitoral do Rio suposta campanha antecipada de Lula e Paes durante a inauguração do corredor de ônibus Transoeste, realizada na semana passada. No evento, o ex-presidente disse que vai pedir votos para o peemedebista “em 2012 com muito mais convicção”.
“O presidente Lula pode apoiar quem ele bem entender. O que não é justo e democrático é fazê-lo num palanque custeado pelo povo do Rio de Janeiro. Houve ilegalidade porque foi campanha antecipada e ofensa grave à democracia, porque não se pode usar a máquina pública para pedir votos”, disse Leite.
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Lula decadente
O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) disse na manhã deste domingo (10), no Rio, que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é “decadente” e criticou a suposta tentativa do petista de interferir no julgamento do mensalão pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
Presente ao lançamento da candidatura do deputado Otávio Leite (PSDB) à Prefeitura do Rio, o tucano criticou também o ex-ministro José Dirceu. O petista, em encontro da UJS (União da Juventude Socialista) ontem, pediu que a juventude proteste nas ruas pedindo a absolvição dos acusados no processo do mensalão, grupo do qual faz parte o ex-ministro da Casa Civil do governo Lula.
“O Supremo Tribunal Federal não será derrubado. Durante a ditadura, cassaram mandatos, fecharam o Congresso, mas não derrotaram o Supremo. Não é agora que um ex-presidente decadente irá derrotar o Supremo Tribunal Federal, que haverá de realizar um julgamento sério, rigoroso, para colocar na cadeia aqueles que lá devem estar. E não pelas ruas do país pedindo o apoio da nossa juventude”, disse o senador.
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