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Reinaldo Azevedo

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Setor elétrico virou filão da Holdenn

Por Rodrigo Rangel, no Estadão: A empreiteira em nome da qual estão os dois apartamentos usados pela família Sarney em São Paulo tem seus principais negócios no setor elétrico, área historicamente dominada por apadrinhados do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Embora pequena e desconhecida, a Aracati, agora rebatizada de Holdenn Construções, Assessoria e Consultoria […]

Por Reinaldo Azevedo 16 ago 2009, 08h17 • Atualizado em 5 jun 2024, 20h39
  • Por Rodrigo Rangel, no Estadão:
    A empreiteira em nome da qual estão os dois apartamentos usados pela família Sarney em São Paulo tem seus principais negócios no setor elétrico, área historicamente dominada por apadrinhados do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Embora pequena e desconhecida, a Aracati, agora rebatizada de Holdenn Construções, Assessoria e Consultoria Ltda., já coleciona bons negócios no ramo – e também ligações suspeitas com o círculo de empresas que caíram na malha da Polícia Federal na investigação sobre as empresas do clã Sarney.

    Há dois anos, a Holdenn venceu leilão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para a construção de duas usinas termoelétricas no Tocantins. A empresa, de propriedade de Rogério Frota de Araújo, amigo dos filhos de Sarney, tocou toda a parte burocrática para a aprovação e instalação das usinas. Chegou até a ganhar incentivo fiscal do Ministério de Minas e Energia, em despacho assinado pelo ministro Edison Lobão (PMDB), principal indicado de Sarney na área de energia.

    Quando os papéis estavam todos prontos, a empresa “vendeu” o negócio.

    O leilão foi realizado em junho de 2007. Vencedora, a Holdenn se encarregou de construir as usinas Tocantinópolis e Nova Olinda, nos municípios homônimos, localizados na região norte do Tocantins. Um ano e dois meses depois, o projeto de uma das termoelétricas já estava enquadrado no Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (Reidi). A portaria foi assinada por Lobão em agosto de 2008.

    Idealizado para incentivar obras em regiões isoladas do País, o Reidi isenta os projetos do pagamento de impostos como PIS/Pasep e Cofins.

    Com a aprovação do incentivo, a Holdenn viu valorizar o projeto que tinha em mãos. Tanto que, menos de um mês depois, o controle das usinas já estava transferido. Primeiro, a Holdenn passou as termoelétricas para o nome da Geranorte S.A., que acabara de ser criada no interior maranhense e, logo em seguida, vendeu a nova empresa. Quem comprou foi um grupo do qual faz parte a Equatorial Energia S.A., controladora da Cemar, companhia de energia do Maranhão. Aqui

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