Serra: “Certos candidatos propõem criar coisas que já existem”
Serra concedeu ontem uma entrevista ao Estadão. Leiam trecho da reportagem de Daiene Cardoso: (…) O candidato defendeu seus feitos como prefeito e governador. Foi assim quando Serra respondeu sobre como um prefeito pode ajudar o Estado na segurança e sobre propostas apresentadas por Russomanno na quarta-feira, também na série Entrevistas Estadão. Além de pregar […]
Serra concedeu ontem uma entrevista ao Estadão. Leiam trecho da reportagem de Daiene Cardoso:
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O candidato defendeu seus feitos como prefeito e governador. Foi assim quando Serra respondeu sobre como um prefeito pode ajudar o Estado na segurança e sobre propostas apresentadas por Russomanno na quarta-feira, também na série Entrevistas Estadão. Além de pregar “integração” entre Guarda Civil Metropolitana e as Polícias Civil e Militar, o candidato do PRB reivindicou a ideia da Operação Delegada.
“Certos candidatos propõem criar coisas que já existem, como a integração da Guarda Civil com a PM”, afirmou Serra, que promete dobrar a Operação Delegada. “Na realidade foi ideia do Coronel Camilo (candidato a vereador) e do Kassab, que eu topei quando era governador.” Para o tucano, a proposta de Russomanno de colocar vigias de rua para auxiliar PM e GCM “não tem pé nem cabeça”.
Ao falar de transportes, Serra disse que é mais importante investir na ampliação da rede de trilhos e em corredores de ônibus que adotar um bilhete único mensal, como propõe o petista Fernando Haddad. “Me parece mais jogada eleitoral do que algo que tenha a ver com questões fundamentais do sistema”, afirmou. O tucano defendeu a parceria entre Prefeitura e Estado para construir linhas de metrô e criticou a falta de investimento da gestão Marta Suplicy no setor. “Sabe quanto a gestão do PT colocou no Metrô? R$ 1.”
Serra defendeu sua proposta de fazer creches em estações de trem e metrô e enfatizou a ampliação das vagas. “Quando eu assumi em 2005, havia 60 mil vagas. Hoje tem perto de 210 mil, ou seja, aumentou três vezes e meio. É o maior crescimento da história.” O candidato minimizou as pesquisas recentes – ontem, levantamento Ibope/Estado/TV Globo apontou empate técnico entre Serra e Haddad. “O que eu sempre aprendi é que é preciso ter uma imensa paciência.”
Confiante de que chegará ao segundo turno, Serra alegou que sua rejeição – a mais alta na disputa – é fruto do alto conhecimento entre os eleitores. “Não há rejeição a mim nos aspectos morais, não há rejeição do ponto de vista da capacidade de fazer as coisas acontecerem”, disse. “Não estou atrás nem de padrinho nem de adversários.”
Serra admitiu que enfrenta uma disputa difícil, mas avalia que a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na campanha de Haddad não é decisiva – o tucano disse ter derrotado candidatos apoiados pelo petista na cidade e no Estado. “O Lula apoiar não é algo definitivo, mas é claro que tem significado e peso sempre.”
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