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Reinaldo Azevedo

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Segundo o Datafolha, Freixo despenca, e Crivella se elegeria prefeito do Rio

Há menos de uma semana, instituto dava 37% dos votos totais a socialista no confronto com candidato do PRB; agora, só 27%

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 30 jul 2020, 21h38 - Publicado em 7 out 2016, 00h35

Pesquisa Datafolha indica que, se o segundo turno entre Marcelo Crivella, do PRB, e Marcelo Freixo, do PSOL, acontecesse agora, o primeiro seria eleito com 44% das intenções de voto — ou 62% dos votos válidos. O candidato da extrema esquerda ficaria com 27% — ou 38% dos válidos. A ser assim, o socialista despencou 10 pontos nos votos totais em menos de uma semana.

Segundo o Datafolha, 18% dizem que vão votar em branco, e 10% afirmam não saber.

A vantagem de Crivella parece folgada, mas a eleição ainda está longe. E, se você não quer o “socialismo com liberdade” — pode gargalhar! — governando o Rio, todo o cuidado é pouco.

É evidente que esses 28 pontos de brancos e indecisos indicam uma rejeição aos dois candidatos.

É claro que Freixo só será prefeito do Rio se o eleitorado não esquerdista da cidade permitir. Como já deixei claro aqui, ele obteve neste ano 360.058 votos a menos do que em 2012. Há quatro anos, o candidato do PSOL conquistou 914.082 votos — 28,15%. Agora, ficou com 553.424, ou 18,26%. FREIXO TEVE EM 2016 APENAS 60,5% DOS VOTOS QUE CONQUISTOU EM 2012.

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E por que foi parar no segundo turno? Simples. O voto não esquerdista, que se juntou a Eduardo Paes em 2012, se fragmentou desta vez. Os partidos abaixo estavam com o atual prefeito há quatro anos. Vejam o percentual de votos obtidos nesta disputa:
PRB: 27,78%
PSC: 14%
PMDB: 16,12%
PSD: 8,89%

Juntos, somam 66,79% dos votos válidos — mais, portanto, do que os 62% que dizem que ficarão com Crivella.

A margem de erro é de três pontos para mais ou para menos.

Despencou
O Datafolha já conferiu um número bem mais generoso para Freixo. Pesquisa divulgada no sábado que antecedeu a eleição apontava uma diferença de apenas cinco pontos num eventual segundo turno entre ambos: 42% a 37% para Crivella — uma diferença, pois, de cinco pontos apenas e dentro da margem de erro. A diferença, agora, na soma total de votos, é de 17 pontos.

A distância bem pequena apontada pelo instituto certamente contribuiu para que houvesse uma migração em massa do eleitorado de Jandira Feghali (PCdoB) para Freixo no primeiro turno. Afinal, ela chegou a marcar até 9 pontos percentuais em pesquisa e terminou o certame como candidata nanica. O eleitorado de Jandira garantiu a Freixo o lugar no segundo turno que poderia ter sido do peemedebista Pedro Paulo.

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Agora, com o primeiro turno realizado, a diferença volta a se alargar. Em menos de uma semana, Freixo cai dez pontos, e Crivella sobe dois. Segundo o Datafolha ao menos.

Como isso é possível? Sei lá eu.

É bom ir com calma. Toda a esquerda deslumbrada do Rio, somada aos idiotas pura e simplesmente, já aderiu ao “freixismo”, que é aquela igreja sem Deus, rsss. Os dois vão dividir igualmente o tempo na televisão. E a gente sabe como o candidato do PSOL tem sempre soluções simples e erradas para problemas difíceis.

Sem contar o movimento dos artistas, o socialismo do Leblon, a adesão cada vez menos envergonhada de setores consideráveis da imprensa…

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PS: Sim, eu sei que essa é a primeira pesquisa do segundo turno, e a anterior, a última do primeiro turno. Mas os dados são comparáveis, sim, ora! Afinal, o eleitor foi posto diante de uma possibilidade concreta: “Crivella ou Freixo?”. E se pergunta menos de semana depois: “Crivella ou Freixo?”.

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