Quantos são os Brasis mesmo?
O PT decidiu se lembrar que é um partido de esquerda. E pretende, na campanha, radicalizar o confronto do “nós” (eles) contra “eles” (acho que isso nos inclui ). Dilma Rousseff já incorporou o espírito: Num encontro em Guarulhos com prefeitos petistas, mandou ver: “O que se jogará no ano que vem é o confronto […]
O PT decidiu se lembrar que é um partido de esquerda. E pretende, na campanha, radicalizar o confronto do “nós” (eles) contra “eles” (acho que isso nos inclui ). Dilma Rousseff já incorporou o espírito:
Num encontro em Guarulhos com prefeitos petistas, mandou ver: “O que se jogará no ano que vem é o confronto entre dois Brasis. O que terminou em 2002 e o de 2009 e 2010″, afirmou.
Relembro um parágrafo da coluna de Diogo Mainardi na VEJA desta semana:
Os repetidos ataques à imprensa do Porky’s subperonista fazem parte daquilo que o lulismo chamou de “campanha plebiscitária”. Em 2010, Lula, Franklin Martins e Dilma Rousseff pretendem estabelecer “o confronto entre dois programas, entre dois Brasis”: o de Lula e o de Fernando Henrique Cardoso. Trata-se da estratégia eleitoral mais obtusa de todos os tempos. Sempre que o PT apostou na tese dos “dois Brasis”, ele se danou: o Brasil do passado e o Brasil do presente, o Brasil do Norte e o Brasil do Sul, o Brasil branco e o Brasil preto, o Brasil rico e o Brasil pobre, o Brasil das empresas estatais e o Brasil das empresas privadas, o Brasil educado e o Brasil analfabeto, o Brasil dos cabelos alisados e o Brasil em que ninguém pode alisar os cabelos, o Brasil da imprensa independente e o Brasil da Confecom. Contra a campanha plebiscitária do PT, o PSDB já tem a campanha pronta. Basta dizer: “O Brasil é um só”.
Nada a acrescentar.






