A política de redução de danos, como vem sendo aplicada no Brasil, é um caso evidente de remédio errado. Já cansei de dizer aqui e repito: em situações excepcionais, em grupos sob rígido controle, ela pode ser eficaz para diminuir os danos à saúde daqueles consumidores em particular. Nada além disso. Distribuir de forma indiscriminada […]
Por Reinaldo Azevedo
10 jul 2007, 17h29 | Atualizado em 31 jul 2020, 22h19
A política de redução de danos, como vem sendo aplicada no Brasil, é um caso evidente de remédio errado. Já cansei de dizer aqui e repito: em situações excepcionais, em grupos sob rígido controle, ela pode ser eficaz para diminuir os danos à saúde daqueles consumidores em particular. Nada além disso. Distribuir de forma indiscriminada um folheto com informações frívolas e erradas sobre o ecstasy pode, sim, induzir o consumo: leva algumas pessoas que nunca experimentaram a droga a fazê-lo em condições que passarão a ser consideradas de maior segurança. A distribuição de seringas para drogas injetáveis pode ter sido útil para a diminuição da contaminação com o vírus da aids. Só. No que respeita ao vício propriamente, por definição, sua utilidade é zero – sem que seja inócua. É evidente que, se você facilita os meios, chega-se mais facilmente ao fim: drogar-se. Isso é lógica. Não preciso ser especialista em coisa nenhuma para afirmá-lo sem chance de errar. Ademais, a “especialidade” não é um critério absoluto. Fosse assim, o doutor Ronaldo Laranjeira, o mais importante estudioso brasileiro da dependência química, concordaria com Fábio Mesquita, aquele doutor cuja família parece especialmente talhada para o serviço público…
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