Para enfrentar Suplicy
À diferença de boa parte do tucanato, acho essa vaga no Senado muito importante. Uma eventual derrota de Suplicy para Afif pode indicar que a população de São Paulo está começando a ver o governo Lula como ele é, não distinguindo adversários internos que, no fim das contas, se complementam e fazem o que o […]
À diferença de boa parte do tucanato, acho essa vaga no Senado muito importante. Uma eventual derrota de Suplicy para Afif pode indicar que a população de São Paulo está começando a ver o governo Lula como ele é, não distinguindo adversários internos que, no fim das contas, se complementam e fazem o que o presidente mandar. A força eleitoral de Suplicy vem daquele ar marotamente inocente e do fato de não ter pejo de ficar fazendo o seu samba de uma nota só ou de cantar O Pato (versão João Gilberto) milhares de vezes seguidas. Ou seja: sua tecla única é o Renda Mínima. Nada mais. Afif não precisa de três, cinco, dez ou vinte idéias para rivalizar com ele: basta uma. Qual? É bom tomar cuidado com a pregação dos impostos. Ainda não temos massa crítica, acho, para esse tipo de abordagem à americana. Essa conversa só seduz quem já vai votar contra o petista. O mote do credo liberal tem de ser outro. E, se eu fosse Afif, começaria pela Segurança Pública. Vamos ver como se comportaram os dois senadores petistas de São Paulo — o outro é Mercadante — quando o governo federal cortou até 90% dos recursos de fundos ligados ao combate à violência. Tomara que Afif ao menos não tenha medo de que o tachem de “conservador”. De ”progressista” já basta Suplicy. A bandeira dos impostos, para campanha, é fraca. Espero que ele perceba isso.







