Os tontos-maCUTs da Apeoesp
Os tontons-maCUTs da Apeosp, o sindicato da rede oficial de ensino do Estado de São Paulo, decretaram greve na sexta-feira. Segundo a Secretaria de Educação, ela atinge coisa de 2% dos profissionais, atingindo apenas algumas escolas. Logo mais, o sindicato deve divulgar números diferentes. De todo modo, a maioria das escolas funcionou normalmente O embate […]
O embate que se assiste em São Paulo se dá entre quem quer melhorar a educação e quem usa o setor para fazer proselitismo político. De todos os sindicatos ligados ao PT e à CUT, a Apeoesp é um dos mais atrasados. Sua militância, até havia pouco, beirava a boçalidade. Não beira mais. É boçal mesmo. Dia desses, estes senhores e senhoras promoveram queima de livros em praça pública. Que fique claro: o atual presidente da CUT, João Felício, é ex-presidente da Apeoesp. Publico aqui a informação para que fique claro sobre o que estamos falando.
E por que a greve desta vez? Os valentes “exigem” a revogação do decreto 53.037, publicado no Diário Oficial de 28 de maio. O que ele traz de tão escandaloso?
– exige que professores não-efetivos contratados para a rede se submetam a uma prova;
– cria obstáculos para que professores titulares mudem de escola durante o ano letivo;
– exige algumas precondições muito razoáveis para que um professor se candidate a preencher a vaga de um titular afastado.
A íntegra do decreto está aqui. Vejam lá. Não há nele nenhuma intenção secreta. Vale dizer: as exigências estão longe de prejudicar os professores e, obviamente, protegem os alunos. Que mal há em exigir dos docentes, mesmo temporários, conhecimentos considerados mínimos para o exercício da função? E preciso ser muito sagaz para intuir que a troca de professores no curso do ano letivo prejudica os estudantes?
Mas os nossos valentes não querem saber. Não é a primeira vez que a Apeoesp, um braço do PT, atua de forma escancarada contra medidas que buscam melhorar a qualidade do ensino. Não custa lembrar que o sindicato se opôs e se opõe, por exemplo, à criação — e cumprimento — de um currículo para as escolas do estado.
De resto, como ignorar o óbvio? A Apeoesp adora fazer greve e passeata em ano eleitoral.





