O terrorista e o filho rebelde
O palestino Mosab Hassan Yousef colaborou com o serviço secreto israelense, tornou-se evangélico e entregou o pai, um fundador do Hamas Por Duda Teixeira, na VEJA: Fotos Abbas Momani/AFP e Bebeto Matthews/AP GERAÇÃO PELO AVESSO O xeque Yousef (à esq.) foi traído pelo filho Mosab (acima) O palestino Mosab Hassan Yousef colaborou com o serviço […]
O palestino Mosab Hassan Yousef colaborou com o serviço secreto israelense, tornou-se evangélico e entregou o pai, um fundador do Hamas
Por Duda Teixeira, na VEJA:
Fotos Abbas Momani/AFP e Bebeto Matthews/AP
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| GERAÇÃO PELO AVESSO O xeque Yousef (à esq.) foi traído pelo filho Mosab (acima) O palestino Mosab Hassan Yousef colaborou com o serviço secreto israelense, tornou-se evangélico e entregou o pai, um fundador do Hamas |
A vida do palestino Mosab Hassan Yousef, de 32 anos, desafia a lógica do conflito árabe-israe-lense, em que as rivalidades são quase sempre hereditárias. Filho mais velho do xeque palestino Hassan Yousef, um dos sete fundadores do Hamas, grupo terrorista transformado em partido, o jovem foi criado para ser um líder extremista. Contra todas as possibilidades, traiu o pai, colaborou com o inimigo, denunciou os companheiros e converteu-se ao cristianismo. Após dez anos de bons serviços prestados como agente duplo do Shin Bet, o serviço secreto militar de Israel, hoje Mosab Yousef vive na Califórnia, nos Estados Unidos, onde divide o seu tempo entre o surfe e os cultos em uma igreja evangélica de San Diego. Em entrevista concedida a VEJA por telefone, ele definiu o Corão como “um livro doente que deveria ser banido das escolas, das bibliotecas, das mesquitas”. Em sua biografia, Filho do Hamas (Sextante), lançado no Brasil na semana passada, a vocação de Yousef para fazer proselitismo religioso ganha, felizmente, menos espaço do que as histórias de espionagem e traição que envolvem sua trajetória. Aqui





