O chororô dos marineiros. Não dou a mínima!
Já me chegaram aqui alguns chororôs do marinismo por conta dos dois posts que escrevi sobre o seu novo partido. Eu seria, claro, claro!, “reacionário”. Entendo. “Progressista” é Marina. Ela hoje não tem partido. Logo, não sei o que pensa e em nome do que fala. Mas devo acreditar que tem as soluções mágicas para […]
Já me chegaram aqui alguns chororôs do marinismo por conta dos dois posts que escrevi sobre o seu novo partido. Eu seria, claro, claro!, “reacionário”. Entendo. “Progressista” é Marina.
Ela hoje não tem partido. Logo, não sei o que pensa e em nome do que fala. Mas devo acreditar que tem as soluções mágicas para o país, daí que esteja criando uma legenda cuja finalidade é lançá-la candidata à Presidência. Querem que eu considere isso uma inovação. Não considero.
O novo partido, vaza-se para a imprensa, só vai aceitar doações privadas, não de empresas. E daí? Os ricos que decidem financiar partidos e candidaturas são mais progressistas e transparentes por isso? Tenham paciência!
O país enfrenta, por exemplo, uma questão séria na área energética, mesmo crescendo pouco mais de 1%. E para crescer 5%? Quanta energia é necessária e o que tem de ser feito? O que Marina pensa a respeito? Eu já vi do que são capazes seus seguidores no debate sobre Belo Monte…
Lamento. Na forma como vem a sua postulação, eu a considero reacionária. Marina mimetiza o pior aspecto da personalidade de Lula: certa vocação messiânica. Parece ter recebido de alguém, em algum momento, a missão de governar. De quem? E não é exatamente uma pessoa democrática, não é mesmo? Vejam o caso do PV. Ela ingressou no partido e tentou tomar a sua direção. Como não conseguiu, caiu fora e saiu atirando.
Com frequência, avalio que o discurso de Marina não faz sentido. Não resiste a uma análise sintática. Não raro, trata-se apenas de uma celebração de abstrações e de anacolutos bem-intencionados. Mas nem me referi a esse aspecto nos textos que escrevi. Fui bem mais modesto na análise. Destaquei apenas que fundar um partido com o propósito principal de fazê-la candidata é evidência de atraso político e de aposta nesse atraso.