No coração das trevas
Prestem atenção a estes textos. Eles têm uma inequívoca expressão literária:“As leis foram respeitadas. Num raro incidente, a cabeça do acusado Barzan Ibrahim al-Tikriti foi separada de seu corpo durante a execução”. A fala é de Ali al-Dabbagh, porta-voz do governo iraquiano, referindo-se ao enforcamento, convertido em degola, do meio-irmão do ex-ditador iraquiano Saddam Hussein […]
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Prestem atenção a estes textos. Eles têm uma inequívoca expressão literária:
“As leis foram respeitadas. Num raro incidente, a cabeça do acusado Barzan Ibrahim al-Tikriti foi separada de seu corpo durante a execução”. A fala é de Ali al-Dabbagh, porta-voz do governo iraquiano, referindo-se ao enforcamento, convertido em degola, do meio-irmão do ex-ditador iraquiano Saddam Hussein e ex-chefe de Inteligência.
“(A decapitação) foi acidental, um ato de Deus”. De Basam Ridah, outro funcionário da Presidência,
“Algum erro grave aconteceu. Creio que eles usaram uma corda inadequada ou a pessoa que o executou não era experiente.” Do médico forense egípcio Fakhri Mohammed Saleh, em entrevista à TV Al-Jazira.
O meio-irmão de Saddam e o ex-juiz Awad Hamed al-Bander foram executados ontem. A segunda morte ocorreu sem incidentes, absolutamente dentro do esperado e, por que não dizer?, dos padrões iraquianos de civilização.
No meu mundo, cabeças humanas, mesmo a de facínoras como esses, são tratadas com um pouco mais de cerimônia. Quando Saddam foi executado, já disse o que pensava. Vocês acham no arquivo. Em que essas expressões exemplares de horror civilizam o país? Não servem para nada. Só contribuem para perenizar o ciclo do ódio. Acontecem com os EUA lá. Servem de alerta para os que querem que eles saiam de lá. O Iraque precisa comprar cordas novas. Além de contratar carrascos mais experientes. “O horror! O horror!”
“As leis foram respeitadas. Num raro incidente, a cabeça do acusado Barzan Ibrahim al-Tikriti foi separada de seu corpo durante a execução”. A fala é de Ali al-Dabbagh, porta-voz do governo iraquiano, referindo-se ao enforcamento, convertido em degola, do meio-irmão do ex-ditador iraquiano Saddam Hussein e ex-chefe de Inteligência.
“(A decapitação) foi acidental, um ato de Deus”. De Basam Ridah, outro funcionário da Presidência,
“Algum erro grave aconteceu. Creio que eles usaram uma corda inadequada ou a pessoa que o executou não era experiente.” Do médico forense egípcio Fakhri Mohammed Saleh, em entrevista à TV Al-Jazira.
O meio-irmão de Saddam e o ex-juiz Awad Hamed al-Bander foram executados ontem. A segunda morte ocorreu sem incidentes, absolutamente dentro do esperado e, por que não dizer?, dos padrões iraquianos de civilização.
No meu mundo, cabeças humanas, mesmo a de facínoras como esses, são tratadas com um pouco mais de cerimônia. Quando Saddam foi executado, já disse o que pensava. Vocês acham no arquivo. Em que essas expressões exemplares de horror civilizam o país? Não servem para nada. Só contribuem para perenizar o ciclo do ódio. Acontecem com os EUA lá. Servem de alerta para os que querem que eles saiam de lá. O Iraque precisa comprar cordas novas. Além de contratar carrascos mais experientes. “O horror! O horror!”
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