MST radicaliza e invade até área do Exército no Abril Vermelho
No Estadão desta terça: O Movimento dos Sem-Terra (MST) intensificou ontem a ofensiva de invasões em todo o País, como parte do “abril vermelho” – a jornada marcada para lembrar o massacre de Eldorado dos Carajás, no Pará, que completa hoje 11 anos, e chamar a atenção do governo para os conflitos no campo e […]
Os invasores da sede do Incra tomaram 9 dos 23 andares do prédio para reivindicar o assentamento de 1.800 famílias que estão acampadas no entorno do Distrito Federal e exigir a exoneração do superintendente regional do instituto, Renato Lordello. O grupo, que além do MST era integrado por militantes da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) e do Movimento de Apoio ao Trabalhador Rural (MATR), só concordou em deixar o local após ser recebido pelo presidente do Incra, Ralf Hackbart. Ele disse que dentro de dez dias o governo definirá a ocupação do segundo escalão, mas não esclareceu se tal mudança atingirá ou não Lordello.
No Pontal do Paranapanema e na região da Alta Paulista, no extremo oeste de São Paulo, o MST mobilizou cerca de 550 militantes para invadir uma fazenda e quatro órgãos públicos, em ações quase simultâneas. Um grupo de 100 integrantes invadiu a Fazenda São Luiz, em Presidente Bernardes, no Pontal, e destruiu a plantação de cana-de-açúcar.
Na seqüência, 90 militantes invadiram a sede do Incra em Teodoro Sampaio e obrigaram os funcionários a deixar o prédio. “Vamos passar a noite aqui”, disse o líder José Carlos Venzel. Outro grupo dirigiu-se à sede do Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp), na mesma cidade, e montou acampamento na entrada do edifício. O procedimento foi repetido no escritório do Itesp em Rosana. Já o Incra de Andradina foi invadido por 150 militantes.
Em Ribeirão Preto, 100 integrantes do MST acamparam diante do prédio da Justiça Federal, para pressionar o Judiciário a julgar ações referentes ao processo de desapropriação da Fazenda da Barra. O grupo levou colchões, fogões e comida para se instalar no local. “Estamos preparados para ficar aqui até um mês, se for preciso”, afirmou Kelli Mafort, integrante da direção estadual do MST.
Cerca de 500 famílias começaram ontem a desocupar uma área de 15 mil hectares pertencente ao Exército, entre os municípios de Papanduva, Três Barras e Canoinhas, norte de Santa Catarina. Invadida na manhã de domingo pelo MST, a área vem sendo reivindicada pelos sem-terra desde a década de 60.
Segundo relato do líder Lucídio Ravanello, os militares fizeram ameaças e até usaram o sistema de alto-falantes para intimidar os invasores. “Eles colocaram soldados de dez em dez metros e botaram cinco tanques a rodar em volta das barracas. Eu nunca tinha visto isso, nem em filme. Nós resolvemos sair em paz para evitar violência”, disse.
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TANQUES – Por Matheus Pichonelli, na Folha desta terça:
Durou menos de 24 horas a invasão promovida na manhã de domingo pelo MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) em uma propriedade do Exército, de 10,5 mil hectares, em Papanduva (353 km de Florianópolis), norte de Santa Catarina.
Cerca de 500 famílias deixaram o local ontem pela manhã. Afirmaram que foram ameaçadas pelos militares durante as negociações para a saída.
Segundo o movimento, cinco tanques de guerra foram usados na ação, que contou com aproximadamente 500 militares. Eles teriam cercado o local pela tarde e, portando escopetas e fuzis, ordenaram a retirada dos invasores.
Após tensas negociações, os agricultores deixaram o local. As conversas entre os sem-terra e o comando do Exército foram intermediadas pela senadora Ideli Salvatti (PT-SC). À Folha a senadora afirmou ontem que, ao ser informada sobre o impasse, no domingo, localizou o ministro da Defesa, Waldir Pires, e pediu que ele fizesse contato com o Exército.
Ontem, o Exército disse que somente após fazer levantamento sobre a situação da área iria se pronunciar. O MST anunciou que seguirá exigindo a desapropriação da área. Segundo o movimento, cerca de 41 famílias de pequenos produtores viveram na área até os anos 1960 e deixaram a propriedade para que fosse cedida ao Exército. As famílias não teriam sido ressarcidas.
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