Oferta 4.4: VEJA por apenas 4,40
Imagem Blog

Reinaldo Azevedo

Por Blog Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Manchetes de hoje, clipping e considerações

Os cadernos de esportes deste domingo trazem mais sangue do que A Marselhesa, cantada ontem por Zidane, o jogador que demonstrou como se comporta um “melhor do mundo”. E a prática é jacobina: cortam-se cabeças. Sobra carrasco para todo lado. Parreira, claro, é o principal alvo. Ronaldinho Gaúcho, finalmente, entrou na fila. Roberto Carlos, que […]

Por Reinaldo Azevedo 2 jul 2006, 06h41 • Atualizado em 31 jul 2020, 23h29
  • Os cadernos de esportes deste domingo trazem mais sangue do que A Marselhesa, cantada ontem por Zidane, o jogador que demonstrou como se comporta um “melhor do mundo”. E a prática é jacobina: cortam-se cabeças. Sobra carrasco para todo lado. Parreira, claro, é o principal alvo. Ronaldinho Gaúcho, finalmente, entrou na fila. Roberto Carlos, que ajeitava a meia, paradão, enquanto Zidane cruzava e Thierry Henry fazia o gol, é degolado. Cafu não escapa. Kaká, que começou idolatrado e ganhou páginas de jornais como o “novo líder”, ainda vai a julgamento. Ronaldo, o Gorducho, diz que não sabe se pretende continuar na Seleção. Uma falação dos diabos. Parreira, é certo, poderia ter-se mexido antes, mas incomoda o tom geral: parece que os marmanjos do Brasil precisam de babá. O que há de bom nisso tudo? Chegam ao fim as campanhas publicitárias meio cafajestes, boa parte inspirada no espírito macunaímico. Ignorei a questão no clipping abaixo. Vamos cuidar de coisas mais relevantes. Os cronistas esportivos já tiveram a chance de falar todas as bobagens que ficaram represadas durante quatro anos. Tem jogo bem mais importante pela frente. Por enquanto, a maioria dos brasileiros está como Roberto Carlos: ajeitando a meia. Tomara que acorde. Em tempo: a leitura do manifesto anti-racismo mostrou um Cafu lendo aos soquinhos, sem nenhuma intimidade com a palavra escrita, em contraste justamente com Zidane. Não achei a íntegra, mas tenho a impressão de que um infinitivo lá doeu na minha orelha: a coisa vem de cima. Poderiam me lembrar que Garrincha era semi-analfabeto. Ok, primeiro me tragam um Garrincha semi-analfabeto. Só fiquei puto porque as minhas filhas choraram de tristeza. Se eu pudesse, esbofeteava aqueles moleirões. Não valem as lágrimas de duas meninas que ainda não aprenderam a se defender “deste país”. Thierry Henry só está errado numa coisa: mesmo quem estuda oito horas por dia pode ganhar facilmente do Brasil. A gente precisa é de escola, não de bola. Seguem as manchetes de chuteiras e depois o que interessa.
    Estadão: Um time para esquecer
    Folha: França, de novo, elimina o Brasil
    O Globo: França liquida o Brasil

    Publicidade
    TAGS:

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

    MELHOR OFERTA

    Digital Completo