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Reinaldo Azevedo

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Manada

No post em que trato da questão das Farc, talvez um aspecto não tenha ficado muito claro. Reitero-o: é incrível a facilidade com que a imprensa do Ocidente, também setores da nossa, deixam de lado os princípios que regem a democracia. E um deles é o da legalidade derivada de eleições. Se causas consideradas “legítimas”, […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 20h00 - Publicado em 8 jan 2008, 18h46
No post em que trato da questão das Farc, talvez um aspecto não tenha ficado muito claro. Reitero-o: é incrível a facilidade com que a imprensa do Ocidente, também setores da nossa, deixam de lado os princípios que regem a democracia. E um deles é o da legalidade derivada de eleições. Se causas consideradas “legítimas”, ainda que impostas por meio da violência, tornam-se rivais da legalidade, então se flerta com o caos, com a anarquia.

E foi isso o que se viu na cobertura do chamado “resgate” dos prisioneiros. Dispensou-se tratamento de herói a Chávez, o coronel vagabundo que estava reconhecendo a legitimidade do terror, e de inimigo do povo a Álvaro Uribe, o presidente legalmente eleito pela maioria do povo colombiano.

Há mais a observar: Uribe só não está sendo massacrado porque o caso do menino Emmanuel escancarou a falsidade de propósito dos narcobandoleiros — como se isso fosse necessário; como se não abundassem as evidências do banditismo das Farc.

A imprensa dos países democráticos, com freqüência, entra nesses surtos. Em parte, isso acontece porque está infiltrada pelo esquerdismo que nela viceja em razão das liberdades democráticas com as quais, contraditoriamente, os esquerdistas querem acabar um dia… E, em parte, por causa do espírito de manada mesmo. Sei a quantidade de insultos que li porque afirmei que aquela operação jamais deveria ter existido. Indagavam-me se eu não me envergonhava de “politizar” a vida dos reféns… Eu???

Comportamento e reação semelhantes noto agora com o tal Barack Obama. Até outro dia, Hillary Clinton era a queridinha — ademais, uma mulher — do Partido Democrata que iria pôr fim a oito anos de governo republicano. Dado o fenômeno Obama, já está sendo tratada como uma desprezível representante do establishment, uma política tradicionalista, truculenta até. Obama, agora, é o que tem todas as respostas contra a tradição. De súbito, Hillary passou a ser vista como uma “republicana” no Partido Democrata.

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