Aniversário da Abril: VEJA por apenas 9,90
Imagem Blog

Reinaldo Azevedo

Por Blog Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Lula esquece que está no segundo mandato…

Por Renata Giraldi, na Folha On Line. Volto depois: Mais uma vez, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou nesta segunda-feira que tenha intenção de promover mudanças na legislação para concorrer a um terceiro mandato presidencial. Segundo ele, os políticos são eleitos para fazer “mais e o melhor no menor tempo possível”. Mas reclamou […]

Por Reinaldo Azevedo 12 nov 2007, 18h26 • Atualizado em 31 jul 2020, 20h12
  • Por Renata Giraldi, na Folha On Line. Volto depois:

    Mais uma vez, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou nesta segunda-feira que tenha intenção de promover mudanças na legislação para concorrer a um terceiro mandato presidencial. Segundo ele, os políticos são eleitos para fazer “mais e o melhor no menor tempo possível”. Mas reclamou de ter apenas um mandato para recuperar o tempo perdido.

    O presidente comemorou ainda o bom relacionamento que tem com o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB) –ao contrário do que ocorria com seus antecessores Rosinha e Anthony Garotinho, ambos do PMDB. “O clima de harmonia permite que as coisas fluam com mais facilidade. Não tem disputa. Não tem mesquinharia”, disse Lula durante cerimônia no Palácio do Planalto.

    “Ninguém está pensando em 2010. Nós fomos eleitos para fazer o mais e o melhor no menor tempo o possível. O mandato é de quatro anos”, afirmou ele na solenidade em que foi assinado o protocolo para obras relativas ao arco rodoviário do Rio –três pistas serão duplicadas na região da Baixada Fluminense.

    Porém, Lula reclamou que ele e Cabral só tem um mandato para recuperar o tempo perdido, o qual chamou de “abandono”. “O governo federal não pode ficar regateando. É lógico que nem eu nem o Sérgio Cabral podemos tirar os anos de abandono em apenas um mandato”, afirmou o presidente, no discurso no Palácio do Planalto.

    Em um clima de troca de elogios mútuos, Lula brincou com os times de futebol de Cabral –que é vascaíno–, da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) –que é torcedora do Internacional do Rio Grande do Sul— e do ministro Alfredo Nascimento (Transportes) –que torce pelo Botafogo. Antes, o presidente havia comemorado o fato de seu time ainda ter chances de não ser rebaixado: “Corinthians está salvo”.

    Continua após a publicidade

    O governador também tentou dissociar a decisão sobre as obras do arco rodoviário do Rio com supostas intenções de disputar a reeleição ou de benefícios ao presidente da República. “Esse é um pleito de toda a sociedade do Rio de Janeiro [referindo-se ao arco rodoviário]. O presidente tem tido um comportamento muito longe de palanque eleitoral”, disse Cabral.

    GásO presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou que tenha ocorrido uma crise no abastecimento de gás no país e reclamou que “pessoas” tentaram vender um “problema” como “o começo do apocalipse”.

    “Houve um problema, quando na verdade, não foi uma crise de gás. Houve um mal-entendido”, disse ele, em cerimônia de assinatura de protocolo entre o Governo Federal e o Estado do Rio. E acrescentou: “qualquer ‘coisinha’ que acontece, as pessoas tentam vender como crise, ou o começo do apocalipse”.

    O presidente afirmou que o problema com o abastecimento de gás foi provocado por vários fatores, entre eles, a questão climática (a falta de chuvas) e decisões judiciais.

    Continua após a publicidade

    A polêmica sobre o fornecimento começou no dia 30 de outubro, quando a Petrobras reduziu o volume de gás entregue às distribuidoras do Rio e de São Paulo para assegurar a geração de energia elétrica para as termelétricas a gás natural do país.

    No dia seguinte, um liminar da Justiça, no entanto, obrigou a estatal regularizar o fornecimento às distribuidoras.

    Magnata do petróleo
    O presidente comemorou o anúncio de reservas gigantescas de óleo e gás no campo de Tupi, na Bacia de Santos, na semana passada. Lula brincou com os comentários que ouviu no Chile sobre a descoberta. “Estão me chamando de sheik e magnata [do petróleo]. Chamem do que quiser”, disse ele.
    Continua após a publicidade

    Voltei
    Eis aí. Depois, quando alguém aponta as tentações continuístas, ele se faz de ofendido. Um mandato??? Mas ele já não está no segundo??? Entendo: o primeiro não valeu, né? Foi só para ele se livrar, como é mesmo?, da “herança maldita”.

    Eis aí. Seus esbirros na mídia reagem quando se apontam as manipulações e mistificações do petismo. O Brasil estava “no abandono”. Aí apareceu Lula para cuidar de nós. Vejam o caso da Petrobras. Quem é o responsável pela possível mega-reserva de Petróleo de Tupi? Ele, é óbvio. Antes, a empresa nem mesmo fazia pesquisa. Ninguém sabia que poderia haver óleo por lá…

    Não adianta. Não dá para condescender com esse tipo de delinqüência política, por mais que eu me esforce para ignorar os discursos do Apedeuta. O fato é que tudo aquilo que depende de gestão de governo foi para a breca: estradas, energia, aviação-aeroportos, saúde. O Brasil caminha bem nas questões que independem da ação do governo — sim, a Petrobras, em larga medida, independe.

    Quanto ao gás, Lula segue o roteiro esperado: nega o óbvio. Felizmente, o país nem investe nem faz contas com base no gogó presidencial.

    Publicidade
    TAGS:

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    OFERTA RELÂMPAGO

    Digital Completo

    A notícia em tempo real na palma da sua mão!
    Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    ECONOMIZE ATÉ 29% OFF

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 10,00)
    De: R$ 55,90/mês
    A partir de R$ 39,99/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).