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Reinaldo Azevedo

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Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

“Guerra é Paz; Liberdade é Escravidão; Ignorância é Força”

Os regimes autoritários têm grande preocupação com a linguagem. Não basta apenas calar a divergência: também é preciso submeter a língua a uma torção que inverta o sentido das palavras. George Orwell, no livro “1984”, foi ao ponto. Vocês se lembram qual era o lema do “Partido”? “Guerra é Paz; Liberdade é Escravidão; Ignorância é […]

Por Reinaldo Azevedo 3 ago 2010, 14h58 • Atualizado em 31 jul 2020, 14h39
  • Os regimes autoritários têm grande preocupação com a linguagem. Não basta apenas calar a divergência: também é preciso submeter a língua a uma torção que inverta o sentido das palavras. George Orwell, no livro “1984”, foi ao ponto. Vocês se lembram qual era o lema do “Partido”?
    “Guerra é Paz; Liberdade é Escravidão; Ignorância é Força”.

    Em “Oceania”, a Polícia do Pensamento se encarregava de manter a ordem. Dicionário, por lá, nem pensar: o vocabulário foi escoimado das palavras que pudessem servir à expressão de um pensamento de oposição.

    Em “1984”, o Ministério do Amor reprimia o desejo, além de torturar os rebeldes; o Ministério da Verdade se encarregava de censurar as más notícias e de criar mentiras a serviço do Partido; o Ministério da Fartura administrava a fome, e o Ministério da Paz conduzia os assuntos da guerra.

    Os indivíduos tinham direito a seus “dois minutos de ódio” contra os inimigos em eventos patrocinados pelo Grande Irmão.

    O livro é o retrato do horror. Para muitos, no entanto, trata-se de uma promessa de futuro.

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