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EUA e Irã conseguem definir termos para um possível acordo nuclear

Na VEJA.com. Volto no próximo post. Negociadores do Irã e de seis potências mundiais selaram nesta quinta-feira os parâmetros para um acordo final que restrinja o programa nuclear iraniano e impeça que Teerã desenvolva armas nucleares. Em troca, as sanções impostas à República Islâmica devem ser abrandadas. O anúncio feito hoje na Suíça compreende as […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 01h42 - Publicado em 2 abr 2015, 20h46

Na VEJA.com. Volto no próximo post.
Negociadores do Irã e de seis potências mundiais selaram nesta quinta-feira os parâmetros para um acordo final que restrinja o programa nuclear iraniano e impeça que Teerã desenvolva armas nucleares. Em troca, as sanções impostas à República Islâmica devem ser abrandadas. O anúncio feito hoje na Suíça compreende as bases para um texto final, cujos detalhes devem ser negociados até o dia 30 de junho.

O acordo definido até aqui estabelece fortes controles sobre o programa nuclear iraniano por um período de 25 anos. Nos dez primeiros anos, os programas de enriquecimento de urânio devem ser totalmente interrompidos e 95% dos estoques liquidados ou transferidos para outro país. Mais de 5.000 centrífugas da usina de Natanz devem ser colocadas sob o controle da Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA, na sigla em inglês). Em troca, sanções unilaterais dos EUA e da Europa serão retiradas imediatamente após a aplicação do acordo nas áreas econômicas e financeiras. O acordo também prevê que o Ocidente se compromete a não adotar novas sanções unilaterais. Não ficou claro, no entanto, a qual velocidade o Irã poderá desenvolver suas atividades nucleares depois da primeira década do acordo. Nem quando as sanções serão suspensas.

Detalhes em aberto
O anúncio desta quinta, que se seguiu a uma maratona de oito dias de negociação em Lausanne, na Suíça, envolve um entendimento geral sobre os próximos passos a serem dados para a restrição do programa nuclear. Os representantes dos países envolvidos advertiram, contudo, que alguns temas importantes ainda precisam ser resolvidos.

A chefe da diplomacia da União Europeia, Federica Mogherini, declarou, em comunicado conjunto com o chanceler do Irã, Mohammad Javad Zarif, que o projeto de um novo reator será alterado de modo que nenhum plutônio para armas possa ser produzido. A usina de Fordo, construída nas profundezas de uma montanha, permanecerá aberta, mas não será utilizada para o enriquecimento, e sim para pesquisa e desenvolvimento. Meios de comunicação iranianos declararam que o acordo estabelecerá que o Irã reduza em dois terços, de 19.000 a 6.000, o n��mero de centrífugas, que podem produzir combustível para energia nuclear, mas também o núcleo de uma bomba.

Federica afirmou ainda que as sanções impostas por Estados Unidos e União Europeia serão levantadas depois que a agência nuclear da ONU verificar que o Irã cumpriu suas promessas. As potências esperam que o acordo torne virtualmente impossível para o Irã construir armas nucleares sob a fachada de seu programa nuclear civil. O presidente Barack Obama, em um pronunciamento na Casa Branca, disse que o acordo prevê “as inspeções mais robustas e intrusivas” já negociadas. Concluiu que, “se o Irã trapacear, o mundial vai saber disso”.

Por meio de seu perfil no Twitter, o chanceler Zarif disse que “soluções” tinham sido encontradas entre ele e os representantes do grupo formado pelos cinco membros do Conselho de Segurança da ONU (Estados Unidos, Rússia, China, França e Grã-Bretanha) mais a Alemanha. Também na rede social, o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, escreveu que “parâmetros para resolver questões importantes” foram alcançados.

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