Em Honduras como no Brasil
A imprensa hondurenha noticia que a Via Campesina — sim, aquela mesma Via Campesina que, entre outras ações violentas, invadiu e depredou um laboratório da Aracruz no Brasil, destruindo anos de trabalho — recebeu da ONG alemã Diakonie US$ 317.491 desde a destituição de Manuel Zelaya — 6.329.000 lempiras, a moeda local. O dinheiro foi […]
A imprensa hondurenha noticia que a Via Campesina — sim, aquela mesma Via Campesina que, entre outras ações violentas, invadiu e depredou um laboratório da Aracruz no Brasil, destruindo anos de trabalho — recebeu da ONG alemã Diakonie US$ 317.491 desde a destituição de Manuel Zelaya — 6.329.000 lempiras, a moeda local. O dinheiro foi parar na conta do chefe da organização no país, Rafael Alegría. A bufunfa, conforme solicitação do próprio Alegría, tem o objetivo de financir “mobilizações e jornadas de formação da população camponesa para o restabelecimento da democracia hondurenha”.
A entidade é notória pelos métodos truculentos a que recorre. Vocês devem imaginar o que quer dizer “democracia”, não? Ah, sim: o propósito é fazer marchas de “setembro a janeiro”. Janeiro é o mês da posse do presidente que sair das urnas. Os verdadeiros golpistas não vão desistir.
A Via Campesina é uma espécie de Internacional do movimento camponês — são os comunas organizados a partir da questão agrária. Está presente no mundo inteiro. Em cada país, é formada por entidades locais, que mantêm a sua identidade. Quem manda na Via Campesina no Brasil é o MST, um de seus membros. Digamos que, em cada país, o movimento é uma federação de entidades. No mundo, é uma confederação. No primeiro semestre deste ano, outra ONG alemã, a Brot Für Die Welt, já havia transferido US$ 272.915 para a Via Campesina.
É assim que agem em Honduras. É assim que agem no Brasil.







