Em Hesíodo, Eros é filho do Caos
O meu organograma da Teogonia: o escaner não consegue registrar o mapa inteiro. Clique sobre a imagem. Uma outra janela será aberta. Leve o cursor ao canto inferior direito e clique de novo. A imagem será ampliada. No centro, o Caos. E Eros Publiquei até agora 134 comentários no post sobre o ministro Eros Grau. […]
O meu organograma da Teogonia: o escaner não consegue registrar o mapa inteiro. Clique sobre a imagem. Uma outra janela será aberta. Leve o cursor ao canto inferior direito e clique de novo. A imagem será ampliada. No centro, o Caos. E Eros
Que Diogo e eu estamos fazendo “patrulha ideológica”. Rá, rá, rá. A arqueologia dessa expressão é interessante. O cineasta Cacá Diegues, acho, a empregou pela primeira vez para atacar justamente as esquerdas, que exigiam arte engajada. Cacá é chegado numa poetização da miséria tropicalizada e resistia a esse negócio de excesso de discurso político. Gosta de arrancar flor da nossa dor… Em suma: ninguém tinha razão.
Agora dizem que fazemos patrulha. Patrulha? Nada disso. Por razões de higiene e de estética, acho que qualquer magistrado pode fazer justiça com as próprias mãos (espero que não lhes escape a ambigüidade fescenina da expressão) — mas em casa, não num tribunal.
Vejam só. Quando Tio Rei leu a Teogonia, de Hesíodo, fez até um organograma, que acabou virando um labirinto, para saber quem era filho de quem. Está numa folha de papel almaço. Eu perdi cabelos e um tantinho de crânio, e o papel foi ficando amarelado, mas está ainda aqui, traduzindo a ambição de um garoto que achava poder “ordenar a criatura ao menos”. Na versão consagrada, Eros é filho de Afrodite. Em Hesíodo, é filho do Caos, o vazio original. Está bem no miolo do meu mapinha, aquele primeiro pontinho preto que aparece no círculo central.
Façam ficha de leitura, meninos. Sempre. Ah, Eros original também era “o mais belo”.







