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Reinaldo Azevedo

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Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Em Hesíodo, Eros é filho do Caos

O meu organograma da Teogonia: o escaner não consegue registrar o mapa inteiro. Clique sobre a imagem. Uma outra janela será aberta. Leve o cursor ao canto inferior direito e clique de novo. A imagem será ampliada. No centro, o Caos. E Eros Publiquei até agora 134 comentários no post sobre o ministro Eros Grau. […]

Por Reinaldo Azevedo 4 Maio 2007, 16h04 • Atualizado em 31 jul 2020, 22h30
  • Em Hesíodo, Eros é filho do CaosO meu organograma da Teogonia: o escaner não consegue registrar o mapa inteiro. Clique sobre a imagem. Uma outra janela será aberta. Leve o cursor ao canto inferior direito e clique de novo. A imagem será ampliada. No centro, o Caos. E Eros
    Publiquei até agora 134 comentários no post sobre o ministro Eros Grau. Tive de excluir ao menos outro tanto vindo de petralhas e também algumas dezenas que não seguiram aquela observação em vermelho… Reitero: é possível ser contundente e evitar a ofensa. Se sabem que não vou publicar, por que enviar? E o que diz a turma do lado de lá?
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    Que Diogo e eu estamos fazendo “patrulha ideológica”. Rá, rá, rá. A arqueologia dessa expressão é interessante. O cineasta Cacá Diegues, acho, a empregou pela primeira vez para atacar justamente as esquerdas, que exigiam arte engajada. Cacá é chegado numa poetização da miséria tropicalizada e resistia a esse negócio de excesso de discurso político. Gosta de arrancar flor da nossa dor… Em suma: ninguém tinha razão.

    Agora dizem que fazemos patrulha. Patrulha? Nada disso. Por razões de higiene e de estética, acho que qualquer magistrado pode fazer justiça com as próprias mãos (espero que não lhes escape a ambigüidade fescenina da expressão) — mas em casa, não num tribunal.

    Vejam só. Quando Tio Rei leu a Teogonia, de Hesíodo, fez até um organograma, que acabou virando um labirinto, para saber quem era filho de quem. Está numa folha de papel almaço. Eu perdi cabelos e um tantinho de crânio, e o papel foi ficando amarelado, mas está ainda aqui, traduzindo a ambição de um garoto que achava poder “ordenar a criatura ao menos”. Na versão consagrada, Eros é filho de Afrodite. Em Hesíodo, é filho do Caos, o vazio original. Está bem no miolo do meu mapinha, aquele primeiro pontinho preto que aparece no círculo central.

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    Façam ficha de leitura, meninos. Sempre. Ah, Eros original também era “o mais belo”.

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