DEM recusa idéia de fusão com o PSDB
Por Marcelo de Moraes, no Estadão: A ideia de fazer a fusão entre PSDB e DEM para criar um grande e fortalecido partido de oposição foi rechaçada ontem pelo presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ). Para o dirigente, a proposta diminuiria o espaço político da oposição no Congresso e ainda abriria a possibilidade […]
Por Marcelo de Moraes, no Estadão:
A ideia de fazer a fusão entre PSDB e DEM para criar um grande e fortalecido partido de oposição foi rechaçada ontem pelo presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ). Para o dirigente, a proposta diminuiria o espaço político da oposição no Congresso e ainda abriria a possibilidade para uma onda de desfiliações. Maia lembra que uma das brechas jurídicas permitidas hoje para que parlamentares troquem de partido sem perderem o mandato por conta da regra de fidelidade partidária é justamente a fusão com outra legenda.
“Num período pós-eleitoral, onde o governo federal conseguiu a reeleição, sempre pode ocorrer um oportunismo eleitoral com migrações para o lado que venceu. Uma fusão criaria um precedente legal para permitir uma debandada, por exemplo”, afirma Maia.
Para o dirigente, entretanto, a questão não se resume a isso. Ele acredita que as eleições deixaram clara a existência de um eleitorado de centro-direita, que pode ser representado pelo DEM, mas que não encontra tanto conforto nas posições políticas assumidas pelo PSDB.
“A oposição tem que trabalhar unida na cobrança às propostas que serão apresentadas pelo governo. Mas isso não significa que precise haver uma fusão entre os partidos”, avalia Maia. “O DEM tem uma posição de centro-direita e o PSDB se enxerga mais como sendo de centro-esquerda. Há um espaço político para essas duas visões”, diz.
Oficialmente, a proposta de fusão ainda não chegou à mesa dos dirigentes de DEM e PSDB. Na verdade, o movimento nasceu dentro do PSDB, especialmente na seção paulista do partido, que acredita que a união criaria automaticamente uma bancada bem mais robusta, capaz de fazer um contraponto mais claro ao PT no Congresso.
Na Câmara, o PSDB elegeu 53 deputados e o DEM garantiu uma bancada com 43. Ambos encolheram em relação às eleições 2006. Na ocasião, os tucanos tinham 66 deputados e o DEM, ainda como PFL, somava 65. Se juntarem suas bancadas, pulariam para 96, transformando-se no partido com maior representação na Câmara, já que o PT elegeu 88 deputados e o PMDB, 79.
No Senado, a fusão garantiria a segunda maior bancada. Em 2011, o PSDB terá 10 senadores e o DEM ficará com 6. Esses 16 parlamentares ainda representam um número menor que o de senadores do PMDB, que soma 21. Mas superaria a bancada petista, que conta com 14 senadores.
Além disso, pelo menos três senadores peemedebistas são hoje mais alinhados com a oposição do que o governo, como é o caso de Jarbas Vasconcellos (PE), Pedro Simon (RS) e Luiz Henrique da Silveira (SC). Aqui





