CPMF – Aliados querem atrasar votação
Marcelo de Moraes e João Domingos, BRASÍLIASem ter ainda os votos necessários para aprovar a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) até 2011 no Senado, o governo quer adiar a votação no plenário para a semana que vem e, assim, ganhar tempo para tentar convencer oposicionistas e dissidentes da base aliada. “O feeling […]
Marcelo de Moraes e João Domingos, BRASÍLIA
Sem ter ainda os votos necessários para aprovar a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) até 2011 no Senado, o governo quer adiar a votação no plenário para a semana que vem e, assim, ganhar tempo para tentar convencer oposicionistas e dissidentes da base aliada. “O feeling é que a votação seja apenas na semana que vem. Provavelmente, não será nesta quinta-feira”, admitiu o líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), que tinha como plano original votar a emenda amanhã. O problema é que as contas do governo ainda indicam que não foram obtidos os 49 votos necessários – como é uma emenda constitucional, precisa ter o apoio de três quintos da Casa, em dois turnos de votação. A arrecadação anual da CPMF é de cerca de R$ 40 bilhões. Para complicar, a renúncia de Renan Calheiros (PMDB-AL) à presidência do Senado acelerou o calendário de sua sucessão. O governo queria evitar a mistura dos dois assuntos, para impedir que a sucessão dificultasse a votação da CPMF. “Hoje, o governo não tem os votos de que precisa para aprovar a CPMF. A eleição da presidência do Senado dá mais um condimento contra o governo na discussão”, disse o líder do DEM, José Agripino Maia (RN).
Assinante lê mais aqui







