Clipping/Estadão 7 – TPF: Tensão Pré-Fed
Por Renée Pereira: “A tensão dominou o mercado financeiro ontem, na véspera da reunião que define o rumo dos juros nos Estados Unidos. A expectativa em torno do encontro do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), que começa hoje e termina amanhã, trouxe volatilidade aos ativos, derrubou as Bolsas mundiais e elevou o risco […]
Por Renée Pereira: “A tensão dominou o mercado financeiro ontem, na véspera da reunião que define o rumo dos juros nos Estados Unidos. A expectativa em torno do encontro do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), que começa hoje e termina amanhã, trouxe volatilidade aos ativos, derrubou as Bolsas mundiais e elevou o risco dos países emergentes. Em Wall Street, o índice Dow Jones caiu 1,09%; o Nasdaq, 1,57%; e o Standard & Poor´s 500, que inclui as maiores empresas, recuou 0,91%.
No Brasil, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) tentou descolar-se do mercado internacional, mas não resistiu. Abriu em alta, bateu nos 35 mil pontos e manteve-se em terreno positivo até o início do jogo entre Brasil e Gana, pela Copa do Mundo. Na volta do pregão, a Bolsa paulista começou a recuar e terminou em queda de 0,74%, nos 34.375 pontos. O dólar fechou em alta de 0,31%, cotado a R$ 2,238. O mercado europeu também teve um dia conturbado. Quase todas as Bolsas terminaram em queda, também repercutindo a divulgação de alguns indicadores americanos, como os de confiança e de imóveis. O componente que retrata a percepção do consumidor com a situação dos EUA recuou de 134,1 para 132,7. É a segunda queda consecutiva. ‘Um sinal de que a economia está mudando para um viés mais fraco no segundo semestre do ano’, afirmou Lynn Franco, que dirige o Centro de Pesquisa do Consumidor. Já a venda de imóveis usados caiu 1,2%. Na América Latina, o índice Merval, da Argentina, caiu 1,38% e o IPC, do México, 2,54%. A tensão pré-reunião do Fed também pressionou o risco de alguns países emergentes, que na média subiu 1,29%, para 235 pontos. O risco do Brasil, no entanto, teve alta maior. Avançou 2,3% e atingiu 267 pontos. Na Argentina, o índice medido pelo JP Morgan subiu de 412 para 424 pontos, e no Equador, de 525 para 530 pontos. Tudo isso porque há uma enorme indefinição em relação à política monetária de Ben Bernanke, presidente do Fed. Desde que substituiu Alan Greenspan, o mercado anda ressabiado, pois não consegue decifrar os sinais dados pelo chefe máximo do Fed. ‘O problema do mercado não é se os juros dos EUA vão atingir 5,25% ou 5,5% ao ano amanhã, o problema é se o patamar for outro, acima de 6%’, afirma o economista da Modal Asset Management, Alexandre Póvoa.” Cliqu aqui para ler mais







