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CHÁVEZ E O TERRORISMO: OS PANOS QUENTES

Da Agência EFE. Comento em seguida: O chanceler espanhol, Miguel Ángel Moratinos, afirmou nesta terça-feira, 2, que o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, demonstrou “vontade de cooperar” para esclarecer as acusações de que o governo de Caracas teria ajudado o grupo separatista ETA e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) a estabelecerem uma aliança. […]

Por Reinaldo Azevedo 2 mar 2010, 17h58 | Atualizado em 31 jul 2020, 15h49
CHÁVEZ E O TERRORISMO: OS PANOS QUENTES Priorizar nos meus resultados Google

Da Agência EFE. Comento em seguida:
O chanceler espanhol, Miguel Ángel Moratinos, afirmou nesta terça-feira, 2, que o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, demonstrou “vontade de cooperar” para esclarecer as acusações de que o governo de Caracas teria ajudado o grupo separatista ETA e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) a estabelecerem uma aliança.

Moratinos informou que manteve uma conversa telefônica com Chávez no final da noite da segunda-feira e que o líder venezuelano afirmou ter “rejeição” ao conteúdo das acusações, feitas por um juiz da Espanha, além de ter manifestado desejo de afastar “totalmente” as dúvidas sobre sua suposta cooperação com a ETA.

O ministro espanhol falou sobre o assunto em entrevista coletiva em Yerevan, capital da Armênia, país que visita na condição representante da União Europeia, que atualmente é presidida pela Espanha.

Segundo Moratinos, a Espanha reagirá assim que a Venezuela der as explicações que o chefe do Executivo, José Luis Rodríguez Zapatero, reivindicou após as acusações. O chefe da diplomacia espanhola também falou com seu colega venezuelano, Nicolás Maduro, que adotou postura semelhante à de Chávez.

Além de expressar sua rejeição às acusações e disposição a esclarecer o assunto, Maduro disse que acredita que o caso não vai afetar as boas relações entre os dois governos.

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Na segunda-feira, Chávez negou o envolvimento da Venezuela sobre uma suposta cooperação com os movimentos armados da Espanha e da Colômbia. “Nós não apoiamos as Farc e a ETA, nem as guerrilhas e nem o terrorismo”, disse o venezuelano após se encontrar com o novo presidente do Uruguai, José Mujica.

Chávez ainda disse que sua relação é “com todos os governos do mundo”, inclusive o da Espanha, ao mesmo tempo que ironizou as denúncias que o vinculam com grupos armados internacionais. “Foi dito que há células do Hezbollah na Venezuela, quase que Osama Bin Laden chegou lá e ainda dizem que construímos uma bomba atômica com o Irã. Isso é para rir, e espero que as pessoas inteligentes desse mundo tratem essas informações como devem ser tratadas”, disse.

O auto do juiz Eloy Velasco assinala que há indícios de cooperação da Venezuela com uma suposta aliança estabelecida entre a ETA e as Farc, que tinham intenção de atentar, na Espanha, contra altos cargos da Colômbia, incluindo o presidente Álvaro Uribe. Velasco enviou a Moratinos um documento que foi repassado à Venezuela, requisitando formalmente as explicações das autoridades do país sobre a suposta colaboração.

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Comento
Moratinos, lamento dizer, não é flor que se cheire — ou melhor: pertence à florada “progressista” dos Partido Socialista da Espanha e tem simpatia mais do que indiscreta por esses governos latino-americanos que resolveram reinventar a roda da democracia. A sua fala em relação a Chávez, como se nota, é bastante mansa. Típica de um ministro das Relações Exteriores?

Mais ou menos, né? Ele esteve entre aqueles que não tiveram nenhuma moderação quando se tratou de condenar Honduras por ter posto para correr o golpista chavista Manuel Zelaya. Não chegou a ser, assim, um Celso Amorim — porque o próprio Chávez quase se vê obrigado a recomendar calma ao nosso nanico radical —, mas não ficou muito longe.

Quanto à acusação em si, vamos botar as coisas em seu devido lugar. Há indícios de conluio entre os chavistas e o terroristas do ETA. No caso dos vínculos com as Farc, há mais do que isso: há provas. E que não surgiram na investigação feita por autoridades espanholas. Armas privativas do Exército da Venezuela foram apreendidas com os terroristas da Colômbia. Há correspondência entre os terroristas relatando a negociação com militares próximos a Chávez.

Quem dá suporte a uma grupo terrorista dá suporte ao terrorismo. Como diria Lula, nessas coisas, a gente tem de ser “muito simples”…

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