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Reinaldo Azevedo

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Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

CELIBATO E ESCATOLOGIA DA LIBERTAÇÃO

Uma cara leitora habitual deste blog, que se diz “conservadora, mas não boba”, manda-me o seguinte comentário: Querido Rei, Admiro muito você, demais mesmo, mas, nesse caso, acho que vc está equivocadíssimo. Explico: se a Igreja permitisse o fim do celibato, segundo eu entendi, os padres não mais usariam o sacerdócio para esconder sua opção […]

Por Reinaldo Azevedo 24 mar 2010, 06h17 | Atualizado em 31 jul 2020, 15h40
  • Uma cara leitora habitual deste blog, que se diz “conservadora, mas não boba”, manda-me o seguinte comentário:

    Querido Rei,
    Admiro muito você, demais mesmo, mas, nesse caso, acho que vc está equivocadíssimo. Explico: se a Igreja permitisse o fim do celibato, segundo eu entendi, os padres não mais usariam o sacerdócio para esconder sua opção homossexual, certo? E os sacerdotes que optam por não casar, pois entendem que vivem melhor sua vida religiosa abstendo-se do matrimonio? E aqueles que rezam, mas rezam muito mesmo!, e conseguem, com muita oração, vencer as tentações do sexo? O que será deles? Poderão ainda ser sacerdotes? Ou terão que provar sei lá a quem que não são homossexuais?

    Respondo
    Minha cara, é evidente que não se poderia obrigar ninguém a se casar. Note: esses de que você fala continuariam a honrar a Igreja e, por óbvio, jamais lhe seriam fontes de desgosto. “Ah, não sendo o casamento obrigatório, a chance de usar a Igreja como desculpa persistiria”. Será? Nesse particular, a atividade se igualaria a todas as outras profissões. Não havendo a exigência, desapareceria o conforto da desculpa. E sobraria, então, a convicção.

    Isso não quer dizer que jamais haveria problemas. Mas seriam certamente menores. Acho que a Igreja precisa abarcar mais a humanidade de seus padres para que eles possam servir com mais propriedade a Deus. E fecho com uma questão de que não tratei ainda: as punições aos faltosos têm de ser mais céleres e mais duras. É preciso ter claro que essa chaga não se fecha tão cedo.

    Escatologia da Libertação
    Ah, sim: aos leitores que resolveram me ofender tentando ver laivos de “Escatologia da Libertação” no meu texto, observo que os marxistas da Igreja nem tocam nessa questão do celibato.

    Para alguns, a Igreja também é uma espécie de armário ideológico — nesse caso, um armário de portas escancaradas. Usam as Santas Escrituras e a estrutura da religião para vender suas idéias toscas de política. Enfrentei um deles certa feita num debate na Associação Comercial de São Paulo. O sujeito não havia lido a Primeira Epístola (de Paulo) aos Coríntios, como constataram os presentes. A formação intelectual dos padres, na média, é desastrosa. E muitos compensam a teologia que não estudaram com proselitismo partidário. Essa gente não está nem aí para a formação moral dos padres. A minha conversa não tem nada a ver com o catolicismo esqueropata. Ao contrário. Estou é defendendo uma mudança que contribuiria para a disciplina. A menos que alguém a considere satisfatória hoje.

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