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Reinaldo Azevedo

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Carga tributária atinge 38,9% do PIB no primeiro trimestre, diz estudo

Da Folha OnlineEstudo divulgado nesta segunda-feira pelo IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário) aponta que a carga tributária atingiu patamar de 38,90% do PIB (Produto Interno Bruto) no primeiro trimestre deste ano, representando um aumento de 1,87 ponto percentual em relação ao ano passado.De acordo com a pesquisa, o volume, de R$ 258,9 bilhões, gerou […]

Por Reinaldo Azevedo 16 jun 2008, 21h31 | Atualizado em 31 jul 2020, 19h21
Carga tributária atinge 38,9% do PIB no primeiro trimestre, diz estudo Priorize VEJA no Google
Da Folha Online
Estudo divulgado nesta segunda-feira pelo IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário) aponta que a carga tributária atingiu patamar de 38,90% do PIB (Produto Interno Bruto) no primeiro trimestre deste ano, representando um aumento de 1,87 ponto percentual em relação ao ano passado.
De acordo com a pesquisa, o volume, de R$ 258,9 bilhões, gerou o maior índice da carga tributária do primeiro trimestre na comparação com o mesmo período em outros anos. Em 2007, foram R$ 221,75 bilhões.
O crescimento nominal da carga foi de 16,75% em relação a 2007 (R$ 221,75 bilhões). Da diferença, de R$ 37,15 bilhões, os tributos federais somam R$ 27,39 bilhões, os estaduais, R$ 8,71 bilhões, e os municipais R$ 1,04 bilhão.
De acordo com o IBPT, a arrecadação do Imposto de Renda foi a que mais cresceu, R$ 11,78 bilhões, seguida do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), R$ 7,74 bilhões, e do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), R$ 6,53 bilhões.
Devido a sua extinção, a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) teve uma redução de R$ 7,48 bilhões. “Infelizmente, a carga tributária brasileira continua em ritmo acelerado de crescimento”, afirmou o presidente do IBPT, Gilberto Luiz do Amaral.
O instituto ressalta, no entanto, que, percentualmente, o tributo que mais cresceu foi IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), com alta de 153,11%. Na seqüência vem o Imposto de Renda, com aumento 32,39%.
“A carga tributária cresce mais que o PIB, por causa da técnica de tributação do tributo calculado sobre ele mesmo e do efeito cascata vertical, e mesmo com a queda da CPMF, os tributos federais cresceram substancialmente”, afirmou Amaral.
Conforme divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o PIB registrou crescimento de 5,8% no primeiro trimestre deste ano, na comparação com o mesmo intervalo do ano passado.
Nos últimos 12 meses, terminados em março de 2008, segundo o IBPT, o volume tributário somou R$ 960,39 bilhões, o que representou 36,58% do PIB do mesmo período.

Veja a carga tributária referente ao primeiro trimestre desde 2002:
2002 – 33,06%
2003 – 34,78%
2004 – 35,39%
2005 – 36,47%
2006 – 35,99%
2007 – 37,03%
2008 – 38,90%

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