Por Sheila D’Amorim na Folha desta sexta: “
A crise do dossiê produziu como subproduto a revelação de que a prometida “despartidarização” da estrutura do Banco do Brasil, iniciada coma troca de alguns executivos ligados ao PT no ano passado, havia ficado pela metade. A influência petista ficou explícita com o afastamento do diretor de Gestão e Risco do banco, Expedito Afonso Veloso, por envolvimento ainda não totalmente explicado na confecção do dossiê dos Vedoin. A comissão disciplinar interna do BB ainda analisará se, no exercício de sua função, Veloso fez algo que fere as normas do banco. Ele se afastou do cargo. Até lá, todo esforço é para tratar o caso como uma atitude isolada do funcionário, totalmente desvinculada do BB. Veloso teve recomendações da cúpula do banco para deixar claro na carta em que pediu seu afastamento da instituição, que suas atitudes não tiveram nenhuma ligação com o BB e que seu superiores não tinham conhecimento das suas atividades, já que estava em férias. No cargo de diretor, ele tinha como seus superiores o presidente da instituição, Rossano Maranhão, e o vice-presidente da área de crédito e gestão de risco Adézio Lima, a quem é diretamente subordinado. Adézio é um dos petistas remanescentes do processo de desvinculação do banco com o PT desencadeado no primeiro semestre de 2005, quando Maranhão assumiu o comando da instituição. Funcionário de carreira, teve uma ascensão rápida no BB durante o governo Lula. Assim como Veloso, queimou etapas na carreira pelas suas ligações com o PT. Ele passou do cargo de gerente-executivo para a vice-presidência.” Clique aqui para ler mais