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Reinaldo Azevedo

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Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Ao velho “junkie”

Mais forte do que o lobby pró-esquerda no jornalismo é o lobby pró-drogas, boa parte falando em causa própria. Se bem que eles costumam se associar. Há muito tempo penso o que penso, e a reação mesmo dos esquerdistas que vendem comunismo light para a Dona Zelite — que é quem pode pagar porque, afinal, […]

Por Reinaldo Azevedo 13 nov 2007, 14h58 | Atualizado em 31 jul 2020, 20h12
Ao velho “junkie” Priorizar nos meus resultados Google
Mais forte do que o lobby pró-esquerda no jornalismo é o lobby pró-drogas, boa parte falando em causa própria. Se bem que eles costumam se associar. Há muito tempo penso o que penso, e a reação mesmo dos esquerdistas que vendem comunismo light para a Dona Zelite — que é quem pode pagar porque, afinal, é quem compra jornais e revistas — sempre foi mais discreta. O clima de caça às bruxas (ou ao bruxo), o “cortem-lhe a cabeça”, surgiu depois que andei comprando algumas brigas com o lobby pró-descriminação das drogas — na verdade, é o lobby do “queremos consumir em paz”. De preferência, com o estado sustentando as suas internações para recuperação.

Como já evidenciei aqui, bem antes do filme Tropa de Elite, eu apontava a responsabilidade dos consumidores na cadeia do tráfico e, pois, na indústria da violência. Isso é o mesmo que chutar a santa desses frívolos, que vivem de fazer a apologia da cultura da droga em seus textos, em seus desenhos, em suas “crises” — provavelmente, de abstinência, até que voltem a enfiar o pé na jaca, encontrando-se de novo com sua miséria existencial e moral.

Nada mais patético do que não saber envelhecer. Um jovem drogado desperta compaixão. Um velho junkie, apenas repulsa, com seu “juveniilismo” de propaganda. A canalha despreza parte ao menos da minha opinião a respeito para poder mover a sua guerra santa. Já disse e repito: por mim, que consumam até a última carreira. Não tenho nada com isso. Só não venham propor falsas questões, a exemplo da tese da descriminação. Como o Brasil não poderá fazer isso sozinho — e como o mundo INTEIRO é hostil a essa proposta —, as drogas continuarão ilegais. E consumi-las corresponde a botar um revólver na mão de uma criança.

Dá pra conviver com isso? Não? A culpa não é minha. Que procurem a clínica mais próxima. Até lá, serão financiadores do tráfico e da indústria da morte.

PS: Como não cito nomes, vocês também não citem

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