Aniversário da Abril: VEJA por apenas 9,90
Imagem Blog

Reinaldo Azevedo

Por Blog Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Ainda Lula e a tolice racista

Lula afirmou que Barack Obama não pode errar, ou demorará muito tempo até que se eleja outra negro. Afirmei que é uma consideração boçal e racista. Chegaram muitos protestos furiosos, como sempre. E, também como sempre, há a turma que me convida a entender o ponto de vista dele. Eu entendi. E disse por que […]

Por Reinaldo Azevedo 13 nov 2008, 18h44 • Atualizado em 31 jul 2020, 18h36
  • Lula afirmou que Barack Obama não pode errar, ou demorará muito tempo até que se eleja outra negro. Afirmei que é uma consideração boçal e racista. Chegaram muitos protestos furiosos, como sempre. E, também como sempre, há a turma que me convida a entender o ponto de vista dele. Eu entendi. E disse por que é estúpido. E posso acrescentar outros motivos.

    Se ser ou não negro é relevante, é preciso supor que, caso Obama se dê muito bem no governo, terá de ser sucedido por outro negro, certo? Ou será racismo botar um branco no lugar. Mais: para que haja sempre um negro em condição de disputar, a taxa de negros que se interessam por política e que alcançam o topo da carreira, podendo disputar uma indicação à Presidência por um dos dois grandes partidos, terá de ser brutalmente maior do que a dos brancos. A razão é simples: estamos, num caso, falando de 13% da população americana; no outro, de 70%. Mais: os negros e os latinos terão sempre de votar em negro (para combater o racismo, claro!!!), e quase metade dos brancos terá de fazer a mesma coisa, sempre! Ou será a volta do… racismo! Estamos diante de um legítimo “raciossímio”.

    A verdade é que Lula, ao expressar aquela besteira, falava, como sempre, de si mesmo. Ele sempre faz isso, não importa o assunto. Se discutirem bicho de pé, ele dará o exemplo pessoal. Se comentarem a chegada do homem à Lua, ele logo evoca uma memória doméstica. A história da cultura avançou num movimento pendular entre o antropocentrismo e o teocentrismo. No Brasil, isso acabou: inaugurou-se o “Lulocentrismo”. Ou não foi ele próprio a ter afirmado que a eleição de Obama é o coroamento de um movimento iniciado no Brasil, em 2002?

    Lula criou a fantasia de que, no Brasil, torciam por seu insucesso — “um metalúrgico não pode errar” —, o que é uma abordagem farisaica, autoritária. A picaretagem é a seguinte: a) se o governo der errado, é porque torceram contra; b) se der certo, é porque é um metalúrgico no poder. O truque vagabundo pode até funcionar no Brasil. Nos EUA, duvido.

    Publicidade
    TAGS:

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    OFERTA RELÂMPAGO

    Digital Completo

    A notícia em tempo real na palma da sua mão!
    Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    ECONOMIZE ATÉ 29% OFF

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 10,00)
    De: R$ 55,90/mês
    A partir de R$ 39,99/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).