A verdade é que Protógenes ama Diogo Mainardi
Quando vocês tiverem um tempinho, vale a pena dar uma lida no tal relatório da PF sobre a “mídia”. É um texto redigido por Protógenes, mas submetido a alguma revisão — não foi do Mão Peluda certamente, ou ele teria deixado a inculta e bela numa situação ainda mais lastimável. Vamos ver. Protógenes gosta de […]
Protógenes gosta de Diogo Mainardi. Volta e meia o colunista aparece em seu relatório, com direito a um capítulo especial. Lula É Minha Anta, que reúne textos publicados na VEJA, ganhou nada menos de sete das 84 páginas. E PROTÓGENES FAZ O INVENTÁRIO, VEJAM LÁ, DOS MUITOS TEXTOS EM QUE DIOGO APONTA AS ESTRANHAS RELAÇÕES DE DANIEL DANTAS COM O GOVERNO. Segundo a canalha ladravaz, Diogo seria parte, junto com outros jornalistas, de um esquema mirabolante de apoio a Dantas. Segundo o próprio Protógenes, o colunista dá apoio a Dantas fazendo coisas como a que seguem (isso é que é amigo…):
Entre as páginas 30 e 35 de seu livro, Mainardi faz comentários relevantes acerca do envolvimento de Daniel Dantas com o esquema do “mensalão”, que teria ocorrido entre 2002 e 2004. De acordo com ele, Luiz Roberto Demarco e Daniel Dantas foram sócios no passado, mas a inimizade e as disputas entre eles levaram a uma ação judicial bilionária (não detalhada) movida por Demarco contra Dantas. Esta ação estaria sendo patrocinada pela Telecom Italia, interessada em enfraquecer Dantas.
Mainardi afirma que Luiz Nassif, então jornalista da Folha de São Paulo, publicou artigo em que apenas reproduzia um texto escrito por Demarco sobre Dantas, inclusive com erros de grafia, o que seria um exemplo de utilização dos grandes veículos de comunicação por grupos econômicos ou indivíduos particulares.
Mainardi segue afirmando que, em meados de 2002, Daniel Dantas encarregou seu operador, Marcos Valério, de procurar Delúbio Soares, então tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT), para “buscar um canal de negociação com o Partido”. Delúbio teria exigido propina para financiar a campanha eleitoral (não especifica qual) e “domesticar” os petistas. O que estava por trás do interesse de Daniel Dantas em se aproximar do PT era a necessidade de obter apoio político para evitar a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Congresso Nacional sobre a privatização da Telebrás, da qual ele participou.
De acordo com Mainardi, Delúbio Soares se encontrou com Marcos Valério e Carlos Rodemburgo, sócio de Dantas no Opportunity. O tesoureiro do PT teria pedido dinheiro aos representantes de Dantas para corromper parlamentares em favor de apoio ao Palácio do Depreende-se dessa informação que assim nascia o “mensalão” e que Daniel Dantas foi seu financiador.
Ainda citando Diogo, Protógenes procura evidenciar a subordinação de alguns jornalistas a esquemas. Vejam o que escreve:
A coluna cita o exemplo de Paulo Henrique Amorim que, recentemente demitido do portal iG da Internet, abriu um blog com seu nome. Mainardi afirma que fez uma pesquisa no registro do blog
e descobriu que seu servidor era a empresa Nexxia, pertencente a Luiz Roberto Demarco, ligado
ao Partido dos Trabalhadores (PT). De acordo com Mainardi, após sua denúncia, Paulo Henrique Amorim migrou para outro servidor, que também pertencia a Demarco.
Dessa forma, ele conclui: “Os blogueiros jornalistas podem criar uma nova identidade por dia. Mas sempre dá para descobrir quem manda neles.”
Esta revelação é elucidativa no tocante a uma possível submissão de jornalistas a terceiros, o que contraria o princípio da imprensa livre.
Vejam que a conclusão de que o caso Paulo Henrique Amorim-iG-Demarco “é elucidativa no tocante a uma possível submissão de jornalistas a terceiros” é de Protógenes, não de Diogo.





