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Reinaldo Azevedo

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A grita internacional contra a Coréia do Norte

Das Agências, no Estadão Online. Volto no post seguinte: O teste nuclear subterrâneo e o lançamento de três mísseis de curto alcance por parte da Coreia do Norte são violações às resoluções do Conselho de Segurança da ONU, afirmou nesta segunda-feira, 25, o secretário-geral da organização, Ban Ki-moon. “É uma grave e clara violação das […]

Por Reinaldo Azevedo 25 Maio 2009, 19h40 | Atualizado em 31 jul 2020, 17h35
A grita internacional contra a Coréia do Norte Priorizar nos meus resultados Google

Das Agências, no Estadão Online. Volto no post seguinte:

O teste nuclear subterrâneo e o lançamento de três mísseis de curto alcance por parte da Coreia do Norte são violações às resoluções do Conselho de Segurança da ONU, afirmou nesta segunda-feira, 25, o secretário-geral da organização, Ban Ki-moon. “É uma grave e clara violação das resoluções relevantes do Conselho de Segurança da ONU”, disse Ban, através de uma declaração escrita divulgada por seu porta-voz no órgão, que se reúne às 17 horas (no horário de Brasília) para discutir o incidente.

Pedido pelo Japão, o encontro do Conselho de Segurança, principal órgão de decisões das Nações Unidas,

será dirigido pela Rússia, que detém a Presidência rotativa do grupo. O regime comunista norte-coreano informou nesta segunda que realizou um teste nuclear, que originou uma explosão de 20 quilotons de potência, e que disparou três mísseis de curto alcance.

Este experimento teve uma potência maior que o realizado em 9 de outubro de 2006, e gerou um tremor de 4,5 graus na escala Richter. É o segundo teste nuclear que Pyongyang realiza desde 5 de abril, quando lançou um foguete de longo alcance, em uma ação que fez com que o Conselho de Segurança lembrasse à Coreia do Norte que isso representava uma violação à resolução 1.718, adotada pelo mesmo órgão há quase três anos.

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O Ministério da Defesa russo disse que detectou uma explosão atômica às 21h54 de Brasília, no domingo, no nordeste da Coreia do Norte, e estimou que a detonação poderia ser equivalente a 10 ou 20 quilotons, comparável às bombas que destruíram Hiroshima e Nagasaki durante a Segunda Guerra Mundial.

Os analistas receberam com cautela essas estimativas preliminares, já que Rússia subestimou o teste anterior, realizado em 2006, que teve potência de apenas um quiloton. Em Seul, na vizinha Coreia do Sul, um porta-voz dos Chefes Adjuntos do Estado-Maior informou que as tropas do país foram colocadas em alerta intensificado e que “estão monitorando de perto a movimentação das tropas da Coreia do Norte”. O porta-voz acrescentou que Seul ainda não havia confirmado oficialmente o teste, embora ele seja “altamente possível”. O ministro da Defesa, Lee Sang-hee, cancelou uma viagem de três dias à China.

 

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Reação

Diversos líderes mundiais condenaram a Coreia do Norte pelo teste e disparo de mísseis nesta segunda-feira. China, Rússia, França e Grã-Bretanha – que, com os EUA, são membros permanentes do Conselho de Segurança – mostraram-se alarmados. A comunidade internacional há anos usa uma mistura de sanções e ofertas de ajuda para negociar com Pyongyang o fim do programa nuclear norte-coreano. Mas o país é tão isolado que há poucas opções de punição possíveis. 

O presidente americano, Barack Obama, qualificou o ocorrido como “irresponsável” e uma forte “violação do direito internacional”. A França falou em intensificar as sanções e disse que vai consultar seus parceiros no Conselho de Segurança “sobre as consequências que esse ato grave da Coreia do Norte deve suscitar, e em especial sobre o reforço das sanções.”

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A Rússia afirmou que a violação da resolução do Conselho de Segurança representou um revés grave nos esforços para controlar a proliferação de armas nucleares e que as conversações entre seis países sobre a Coreia do Norte são a única solução para a crise. “As medidas mais recentes da Coreia do Norte intensificam as tensões no nordeste asiático e colocam em risco a segurança e estabilidade da região,” declarou o chanceler russo em comunicado.

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, descreveu os testes nucleares e de mísseis como “errôneos, equivocados e um perigo para o mundo”, dizendo que a comunidade internacional só tratará a Coreia do Norte como parceira se ela se comportar responsavelmente.

A China – que, como membro permanente do Conselho, poderia vetar qualquer resolução – pediu a Pyongyang que não agrave a situação. Mas analistas políticos acham que é pouco provável que Pequim aprove sanções mais duras. “O lado chinês exige com veemência que a Coreia do Norte cumpra suas promessas de desnuclearização, cesse quaisquer ações que possam agravar a situação e retorne ao processo de conversações entre os seis países”, disse a China em comunicado. “O governo chinês exorta todas as partes a lidar com a situação de maneira calma e apropriada.”

O governo chinês há anos vê a Coreia do Norte como amortecedor estratégico contra a extensão das forças dos EUA até sua fronteira. Os responsáveis políticos em Pequim estão equilibrando preocupações com a potencial instabilidade da Coreia do Norte, o enfraquecimento de sua influência sobre o país e os receios de um confronto regional em torno do programa norte-coreano de armas nucleares.

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