A forma virtuosa e a viciosa de enterrar dinheiro
Voltarei aqui hoje para comentar o caso. Tenho um compromisso familiar agora. Mas peço que vocês releiam o post das 5h29 — um texto que está na Folha —, que trata de um tema a que a mídia, de maneira geral, deu pouco destaque. Qual o busílis? Lula investiu menos na chamada infra-estrutura social do […]
Voltarei aqui hoje para comentar o caso. Tenho um compromisso familiar agora. Mas peço que vocês releiam o post das 5h29 — um texto que está na Folha —, que trata de um tema a que a mídia, de maneira geral, deu pouco destaque. Qual o busílis? Lula investiu menos na chamada infra-estrutura social do que FHC, embora tenha sido beneficiado por uma estabilidade inédita. Em contrapartida, é verdade, o assistencialismo cresceu enormemente.
Não precisa ser especialista em economia para responder: o que fica como traço de desenvolvimento do país? A tal “redução da desigualdade”, obtida com distribuição de dinheiro, ou esgoto tratado? Acrescentem à reflexão de vocês o que disse Alan Greenspan a Márcio Aith, na entrevista exclusiva concedida à VEJA. Resumi assim: “dar” dinheiro para pobre é coisa de país pobre que quer continuar pobre”. Não! Não se trata só de ensinar a pescar, aquela metáfora tonta. Trata-se de ter um país que se expande e oferece oportunidades.
O dinheiro que se enterra em saneamento — os canos que conduzem o cocô para tratamento — gera progresso, deixa as pessoas mais saudáveis, desonera a saúde. O dinheiro que se enterra no assistencialismo direto, com a devida vênia, vira apenas cocô: e sem tratamento. Mas não adianta, sei bem: a equação supostamente distributivista seduziu até os que, até ontem, pareciam abraçar uma visão, digamos, mais liberal da economia.
Continuem aí, caros. Postarei os comentários mais tarde. E, claro, voltarei ao tema.





