A era dos analfabetos cheios de opinião
Publiquei, como se pode comprovar, um monte de comentários de pessoas que não concordam comigo na questão do aborto. Mas vetei, sim, outros tantos. Não é raro que alguém venha choramingar: “Mas eu não falei palavrão, segui as regras dos comentários…” É? Ocorre que muita gente esquece de seguir uma regra essencial: CONTESTAR O QUE […]
Publiquei, como se pode comprovar, um monte de comentários de pessoas que não concordam comigo na questão do aborto. Mas vetei, sim, outros tantos. Não é raro que alguém venha choramingar:
“Mas eu não falei palavrão, segui as regras dos comentários…”
É? Ocorre que muita gente esquece de seguir uma regra essencial: CONTESTAR O QUE ESCREVI, NÃO O QUE NÃO ESCREVI.
Vejam o caso do post anterior, em que faço uma breve reconstituição histórica do binômio “cristianismo-aborto”, tendo como referência o livro de um sociólogo, devidamente citado. Isso NÃO É um texto religioso! Eu APENAS estou contestando a tese segundo a qual o cristianismo se opõe ao aborto porque discrimina as mulheres. EU ESTOU DEMONSTRANDO QUE ISSO É UMA FARSA.
Mais ainda: encerro o artigo deixando claro que não é preciso ser cristão para ser contra a legalização do aborto. Digo com todas as letras que não é preciso acreditar que o corpo humano é sagrado; basta que se considere o corpo “morada do Homem”.
Aí vem uma dizer que tento “impor aos outros minha religião”. Tento? Com o meu blog??? Eu sou governo por acaso?
Uns tontinhos, certamente “desinstruídos” por alguns professores esquerdopatas, mais ignorantes do que eles próprios, escrevem coisas como:
“Só pra ver se eu entendi: A religião, no caso o cristianismo, protegeu as mulheres da humilhação, do sofrimento e da morte? Cara, isso deve ser alguma piada. Você é muito ingênuo ou muito mal intencionado, não sei qual seria pior.
O cretino acha “uma piada”, mas não diz por que é uma piada!
O bestalhão é só interrogativo e exclamativo. Não contesta nada, não argumenta. Ele só quer se indignar. Outra, ensandecida, tenta jogar no meu colo a Inquisição e todas as violências cometidas pela Igreja, como se eu negasse uma coisa ou outra, esquecendo-se que o combate às religiões matou muito mais. Em 30 anos, a China matou mais gente no Tibete do que a Inquisição em alguns séculos. Isso perdoa a violência da Igreja naquele caso? Não! Isso é apenas um fato.
De resto, eu não me oponho à legalização do aborto, já disse, “apenas” porque sou cristão. Meus textos não entram no mérito da fé, minha ou dos outros.
Finalmente, escrevi um artigo demonstrando a falácia, ontem ou hoje, dessa conversa de que a legalização do aborto é uma medida de proteção às mulheres. Errado! Ontem e hoje, a prática discrimina as mulheres. O silêncio covarde das ditas “feministas abortistas” sobre os abortos seletivos na China diz bem qual é sua moral profunda.
Sim, publico pensamentos divergentes aqui, como a área de comentários evidencia. Mas é preciso opinar sobre o que está escrito, em vez de me atribuir o que não escrevi para, então, responder. Aí não dá! Ninguém vai distorcer o que penso com a minha ajuda.





