A celebração da morte de Osama nos EUA e o 11 de Setembro
A celebração da morte de alguém nunca é um espetáculo muito edificante. Mas vamos com calma aí. Osama Bin Laden é o cara que assumiu a responsabilidade pelos atentados de 11 de Setembro de 2001 nos Estados Unidos, que mataram mais de três mil civis, pessoas que não tinham qualquer envolvimento direto com lutas políticas. […]
A celebração da morte de alguém nunca é um espetáculo muito edificante. Mas vamos com calma aí. Osama Bin Laden é o cara que assumiu a responsabilidade pelos atentados de 11 de Setembro de 2001 nos Estados Unidos, que mataram mais de três mil civis, pessoas que não tinham qualquer envolvimento direto com lutas políticas. Se tivessem, ainda assim, seria algo inaceitável. Destaco a falta de vínculo das vítimas com qualquer causa porque isso fez com que todos os americanos se sentissem alvos É compreensível que a morte do responsável por aquela tragédia seja, sim, saudada pelas, então, vítimas em potencial.
Não custa lembrar que os atentados de 11 de Setembro foram comemorados em muitos bolsões do radicalismo islâmico. No filme abaixo, vocês vêem as manifestações em favor dos atos terroristas que ocorreram na Faixa de Gaza.
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E há uma diferença entre uma ocorrência e outra. Mesmo para aqueles que não consideravam — e, acreditem, há gente assim — Osama um terrorista, ele era, quando menos, um chefe militar envolvido numa “guerra”. As vítimas do 11 de Setembro só queriam viver em paz. A comemoração das duas ocorrências não se equivalem.





