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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

TCU decide cancelar serviço exclusivo de pilates no tribunal

Programa custaria 216.000 reais e teria como foco a 'prevenção, resgate e manutenção da saúde de autoridades e servidores' do tribunal

Por Robson Bonin Atualizado em 10 jan 2022, 12h07 - Publicado em 10 jan 2022, 12h01

Na edição de VEJA que está nas bancas, o Radar mostra que o TCU havia decidido criar uma unidade de fisioterapia e pilates dentro do tribunal. A Corte é presidida pela ministra Ana Arraes. O serviço exclusivo custaria 216.000 reais aos cofres públicos, teria dois fisioterapeutas e um estúdio com diferentes aparelhos de pilates.

Depois da notícia, ministros da Corte revelaram contrariedade com a medida, adotada no momento em que o país sofre com dificuldades para garantir alimentação básica a milhares de famílias. Resultado: a licitação para o serviço foi cancelada.

Mais cedo, antes da decisão de cancelar a contratação, o TCU informou ao Radar que não apenas ministros da Corte, mas também servidores ativos do órgão poderiam utilizar o recanto: “O público-alvo será composto de autoridades e servidores ativos do TCU, dividido de acordo com sua origem: usuários de livre procura e usuários com encaminhamento médico”.

Para fazer aula de pilates, os integrantes do tribunal teriam o conforto de marcar o horário da aula pelo ramal interno do gabinete. O foco do serviço, disse o TCU, era a “prevenção, resgate e manutenção da saúde de autoridades e servidores”.

O contribuinte, que banca os salários de ministros e servidores do TCU, mas tem que pagar academia de pilates para “manutenção da saúde”, não poderia marcar horário no tribunal.

Como o Radar já mostrou, a licitação foi cancelada.

 

 

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