Reta final desagradável
A reta final de Dirceu Barbano à frente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tem sido de desconforto. Barbano deixará a cadeira em outubro e não esconde de ninguém que gostaria de ter feito seu sucessor, alguém com formação na área de saúde. Não faltou esforço. Hoje, porém, a diretoria é formada por dois […]
A reta final de Dirceu Barbano à frente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tem sido de desconforto.
Barbano deixará a cadeira em outubro e não esconde de ninguém que gostaria de ter feito seu sucessor, alguém com formação na área de saúde. Não faltou esforço.
Hoje, porém, a diretoria é formada por dois economistas e dois profissionais formados em Direito.
Barbano tentou emplacar seu adjunto, o farmacêutico Luiz Roberto Klassmann, na vaga ocupada atualmente por José Carlos Moutinho.
Sequer recebeu um telefonema do Palácio do Planalto informando que seu pleito não havia andado. Ficou sabendo da escolha de Moutinho pelo Diário Oficial. Aí, azedou.
Embora não admita publicamente, Barbano tem convicção de que, num eventual segundo governo Dilma Rousseff, seu posto entrará na partilha política.
Mais do que isso: a bancada do PMDB do Senado sonha há tempos em garantir um dos seus na presidência da Anvisa.
E o capítulo mais recente do inferno astral de Barbano ocorreu ontem: o Senado derrubou uma determinação da Anvisa que proibia a venda de inibidores de apetite, usados no tratamento da obesidade.
Mas, ao menos em relação à essa derrota, Barbano já avisou que vai agir (Leia mais em Na conta do Congresso).






