Radar TVeja: Renan resiste à pressão
A primeira sessão do Senado depois da chegada do processo de impeachment à Casa mostrou que a pressão atravessou do salão verde para o azul. Um Renan Calheiros nervoso, enfático, que em nada lembrava a fleuma glacial de Eduardo Cunha nas longas jornadas do fim de semana, resistiu aos apelos para encurtar os prazos da […]
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A primeira sessão do Senado depois da chegada do processo de impeachment à Casa mostrou que a pressão atravessou do salão verde para o azul.
Um Renan Calheiros nervoso, enfático, que em nada lembrava a fleuma glacial de Eduardo Cunha nas longas jornadas do fim de semana, resistiu aos apelos para encurtar os prazos da tramitação do processo.
Renan disse que não agirá como Auro de Moura Andrade, presidente do Senado em 1962, que recebeu a carta-renúncia de Janio Quadros e imediatamente convocou o Congresso, em quatro minutos e meio leu a carta, informou que Jânio não estava mais em Brasília e em vinte minutos declarou a vacância do cargo presidencial.
Assim, a instalação da comissão especial ficou para segunda-feira, como ele pretendia. E a previsão mais segura para a votação em plenário do pedido de abertura de processo oscila entre os dias 10 e 11 de maio.
Serão, portanto, cerca de 25 dias de um governo Dilma Rousseff manco, manietado. Hoje, há seis ministérios vagos e outros 2 prestes a vagar. Um deles é a Casa Civil, à espera da decisão do Supremo sobre se Lula pode ou não assumir.
Renan pode não decretar a vacância do cargo, mas, na prática, a Presidência ficará acéfala nesse período, com consequências imprevisíveis para a política e, sobretudo, para a economia.







