Produção do roteiro do impeachment teve de piadas a discussões acaloradas
Não foi fácil a reunião entre Ricardo Lewandowski e senadores para se chegar ao roteiro final do impeachment. Aqui um pouco do que aconteceu na ocasião: * Lindbergh Farias e Romero Jucá bateram boca sobre sessões no fim de semana depois de o petista dizer que os senadores queriam apressar o processo por pressão de […]
Não foi fácil a reunião entre Ricardo Lewandowski e senadores para se chegar ao roteiro final do impeachment.
Aqui um pouco do que aconteceu na ocasião:
* Lindbergh Farias e Romero Jucá bateram boca sobre sessões no fim de semana depois de o petista dizer que os senadores queriam apressar o processo por pressão de Michel Temer, que quer ir a China já como presidente efetivo.
* Num dado momento, Magno Malta disparou que era inútil se discutir um roteiro para o impeachment uma vez que duas senadoras (nisso ele apontou para Gleisi Hoffmann e Vanessa Grazziotin) vão descumprir tudo o que for combinado.
* Lindbergh, Vanessa e Gleisi tentaram esticar a corda e queriam abrir todo o tipo de possibilidades para chicanas, desejando mais tempo para falas e intervenções; Lewandowski não autorizou.
* Quando conversavam sobre só avançar no fim de semana caso não fosse possível se ouvir todas as testemunhas até sexta, Lewandowski disse genericamente que seria um bom momento para os senadores imporem uma autodisciplina que limitasse suas falas. Vanessa vestiu a carapução e falando baixo com Gleisi ficou dizendo que ambas tinham disciplina.
* Quando soube que Dilma iria ao Senado, Cássio Cunha Lima não se aguentou e soltou um “então a ex-presidente vai vir?”. Foi o suficiente para reclamações de Gleisi e Vanessa.
* Também ficou acertado que as testemunhas vão ficar incomunicáveis, antes de depor, no Hotel Grand Bittar, no centro de Brasília.
* Por fim, para evitar maiores pressões sobre Dilma, seus aliados conseguiram fazer com que ela dê a última palavra após cada questionamento. Os senadores só terão direito a réplicas se ela atacar diretamente o parlamentar. Cada caso será decidido por Lewandowski.








