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Pesquisa socorre Lula, após mostrar popularidade do petista em queda

Quaest divulgou nesta segunda mais uma parte da pesquisa realizada em janeiro

Por Robson Bonin Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 3 fev 2025, 14h01 •
  • A Quaest divulgou, nesta segunda, uma pesquisa sobre a eleição presidencial de 2026 que, na avaliação de caciques da oposição, parece tentar socorrer o governo Lula em sua crise de popularidade.

    O levantamento, segundo informou o instituto nas redes, foi feito na mesma leva de entrevistas — foram 4.500 entrevistas entre os dias 23 e 26 de janeiro — em que se confirmou a impopularidade numérica de Lula no país.

    Apesar de ter os dados de popularidade e dos cenários eleitorais para 2026 em mãos, a Quaest divulgou primeiro a queda de popularidade de Lula, o que alimentou uma série de críticas de caciques da base aliada sobre a atuação do governo.

    Nesta segunda, veio o outro lado da moeda: apesar de impopular, o petista segue competitivo nas urnas. Embora a Quaest diga que as pesquisas foram feitas nas mesmas datas, o que é provável, o documento divulgado pelo instituto registra as entrevistas sobre o levantamento presidencial entre os dias 21 e 23, portanto, antes das entrevistas sobre popularidade. Esse aparente erro na divulgação dos dados levou alguns interlocutores da oposição a estranharem a pesquisa.

    Para integrantes da oposição, há diferentes pontos controversos no levantamento. O primeiro deles é o fato de Jair Bolsonaro e Michelle, os nomes mais fortes em outras pesquisas, não estarem nos cenários estimulados da eleição, o que favoreceu Lula.

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    O petista também sai ganhando com a profusão de nomes incluídos nos levantamentos, alguns sem fundamento, como o cantor Gusttavo Lima. É consenso entre políticos de esquerda e de direita que o sertanejo não disputará o Planalto, apesar de ter lançado no ar essa possibilidade há algumas semanas, dizem aliados de Bolsonaro.

    Lula é confrontado com uma profusão de possíveis candidatos de direita, num cenário improvável de ocorrer, com três governadores, mais o coach Pablo Marçal e Eduardo Bolsonaro disputando entre si e com o petista.

    Os dados da Quaest reforçam os argumentos dos aliados de Bolsonaro que defendem a definição imediata de um candidato claro e viável ao Planalto em 2026. O ex-presidente, inelegível, insiste em manter sua candidatura de pé, o que acaba alimentando uma profusão de candidaturas laterais. Nesse contexto, quem ganha com essa fragmentação da oposição é Lula.

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