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Pesquisa mostra principais dúvidas das empresas sobre a reforma tributária

Três novos impostos substituirão cinco antigos; participantes querem saber sobre alíquotas e relatam dificuldade em traduzir nova legislação

Por Pedro Pupulim Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 11 fev 2026, 15h30 •
  • Um levantamento realizado recentemente pela Questor indicou que a maior dúvida das empresas atualmente no contexto da reforma tributária se refere à chegada de três novos impostos: o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto Seletivo (IS).

    Segundo a pesquisa, feita com 1.500 clientes, querem saber qual será a alíquota aplicada ao seu produto ou serviço, em que campo do sistema o valor deve ser informado e como a nova cobrança vai impactar o preço final. A insegurança aparece principalmente no momento de emitir notas e configurar cadastros de produtos e serviços.

    Com a reforma, que estará totalmente implementada em 2033, a CBS substituirá os impostos federais PIS, Cofins e IPI, e o IBS substituirá o ICMS, que é estadual, e o ISS, que é municipal. Já o IS foi criado para produtos considerados nocivos ao meio ambiente e à saúde, como cigarros, bebidas alcoólicas, bens minerais, entre outros.

    Outro ponto de dúvida dos participantes do levantamento é a dificuldade de traduzir a nova legislação para a rotina das empresas. Muitos deles relataram não saber se devem usar códigos antigos ou se já precisam adotar novas classificações.

    Também há grande procura por orientações específicas para empresas do Simples Nacional, que dizem temer a perda de competitividade caso permaneçam fora do regime não cumulativo, especialmente diante da possibilidade de seus clientes passarem a valorizar o aproveitamento de créditos.

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    Diretor de operações da Questor, Guilherme Pellegrini afirmou que o volume de questionamentos revela que o desafio da reforma tributária não está apenas na mudança das leis, mas na adaptação dos sistemas e processos.

    “Quanto mais claras forem as orientações da Receita Federal sobre os critérios de classificação, apuração e aproveitamento de créditos do IBS e da CBS dentro das plataformas de gestão, mais rápida e segura será a transição para o novo modelo”, completou.

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