O cheiro de pizza no processo para punir motim de deputados na Câmara
Casos devem sair da corregedoria da Casa só no fim do mês
Como o Brasil vive de crise em crise, a pressão que existia no Congresso para punição os deputados que fizeram baderna no plenário da Câmara, há algumas semanas, já virou coisa do passado.
O clima esfriou enquanto o Conselho de Ética e a Corregedoria da Casa lidam burocraticamente com cada um dos casos — de Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos aos deputados que fizeram motim no Parlamento.
Até onde se sabe, técnicos da Corregedoria estão trabalhando, mas há a avaliação política de que as turbulências atuais — tanto com julgamento como com articulações pela anistia de Jair Bolsonaro e outros réus do golpe — contribuem para que o corregedor só encaminhe os pareceres sobre as denúncias contra os protagonistas do motim no fim do mês.
Há a leitura também de que tantos fatos políticos tiraram o foco do escândalo da rebelião no plenário, o que contribui para que o ritmo seja bem mais lento.





