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“Nós vamos explorar a Margem Equatorial”, diz Lula

Na mesma fala, no entanto, oi presidente comentou que, "por enquanto, não é explorar" e que o governo quer saber quanta riqueza em petróleo tem "lá embaixo"

Por Gustavo Maia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 21 jun 2024, 17h14 - Publicado em 21 jun 2024, 17h13

Três dias depois de admitir a contradição entre a aposta na transição energética e na busca por petróleo na Margem Equatorial brasileira, na costa do Amapá, o presidente Lula afirmou duas vezes nesta sexta-feira, em entrevista à rádio Mirante News FM, do Maranhão, que a Petrobras vai “explorar” a região. Na mesma fala, no entanto, ele comentou que, “por enquanto, não é explorar” e que o governo agora quer fazer uma medição para saber quanta riqueza em petróleo tem “lá embaixo”.

“Nós vamos explorar a Margem Equatorial. Não tem por que você ter a Guiana, Suriname e Trinidad e Tobago encostado à área que o Brasil tem, você tem mais a Venezuela, que tem tem muito petróleo, e o Brasil não vai deixar de certificar… porque, por enquanto, não é explorar. O que nós queremos é fazer um processo de medição para a gente saber se tem e qual a quantidade de riqueza que tem lá embaixo. E, se tiver, nós temos uma coisa que é o seguinte: a nossa Petrobras é a empresa de maior competência tecnológica para explorar petróleo em águas profundas”, declarou, no início da resposta.

Na semana passada, a ministra do Meio Ambiente e da Mudança do Clima, Marina Silva, minimizou uma declaração anterior do presidente defendendo a exploração e disse que não iria “fazer interpretação” da fala. Ela frisou que o chefe não se referiu à foz da Amazônia, e sim à região que já é explorada.

“Eu não esqueço nunca de quando eu fui anunciado do pré-sal. Fevereiro de 2007, entra o [então presidente da Petrobras, José Sérgio] Gabrielli e o [então diretor de Exploração e Produção da estatal, Guilherme] Estrella na minha sala, ‘presidente, encontramos uma mina de ouro a 5.000 metros de profundidade, na camada do pré-sal’. Ou seja, você tem dois quilômetros de água, dois quilômetros de terra e depois mais dois quilômetros de sal, para depois chegar no petróleo. Aí quando nós anunciamos, o que é que os pessimistas desse país diziam? ‘Não, agora achou, mas não vai poder explorar, porque é muito caro, porque é muito não sei das quantas, não dá’. A competência da Petrobras está trazendo hoje petróleo do pré-sal com a diferença de menos de 1 dólar do barril de petróleo da Arábia Saudita, que é quase na flor da terra, numa demonstração… e, depois, não tem um incidente na Petrobras… a Petrobras é uma empresa altamente respeitada”, complementou Lula.

Na sequência, o presidente disse que o governo, “obviamente”, tem que “compatibilizar isso com a questão ambiental”. E destacou que a chamada Margem Equatorial não é “perto da Amazônia”, como tem se falado, e sim a 575 quilômetros da margem do rio Amazonas.

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“Ou seja, é uma distância enorme. E a gente vai fazer isso, primeiro se certificar, e depois, se a gente for explorar, como vai explorar e quais são os cuidados que nós temos que ter, porque eu acho que o combustível fóssil está entrando numa rota de colisão com a modernidade e as exigências do mundo. Eu acho que nós, no Brasil, temos outra chance extraordinária que é a transição energética, é mudar a matriz de energia para a eólica, para a solar, para a biomassa, continuar com as nossas hídricas e o hidrogênio verde, que é o sonho de todos os governadores do Norte e do Nordeste”, disse.

Na conclusão da resposta, Lula repetiu que a promessa de exploração:

“Então eu quero dizer para você o seguinte: nós vamos estudar o nosso ‘pré-sal’ na Margem Equatorial. Pode ficar certo que nós vamos explorar”, declarou.

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