Não cassar Eduardo ‘é uma vergonha para o Legislativo’, diz Boulos
Deputado do PSOL também fez um alerta sobre o lobby das plataformas americanas contra a regulação das redes discutida no Congresso
Entrevistado nesta semana para o videocast da Esfera Brasil, o deputado Guilherme Boulos (PSOL-SP) defendeu a cassação do deputado Eduardo Bolsonaro, que está em campanha nos Estados Unidos por sanções contra autoridades brasileiras e a própria economia do país.
“A Câmara têm de cassar. É uma vergonha para o Legislativo se não cassar”, disse Boulos no EsferaCast.
O deputado do PSOL fez alertas sobre a atuação das grandes empresas de tecnologia para influenciar as discussões sobre regulação de redes sociais no Congresso. Segundo Boulos, o lobby das plataformas americanas, presente inclusive na ofensiva dos Estados Unidos contra o Brasil, é forte no Parlamento.
“Se a gente colocar esse debate de maneira séria, ele deveria ser sobre quem defende o Brasil e quem está contra (…) As grandes plataformas de internet estão no centro de um debate de soberania nacional. É um dos argumentos do Trump para impor sanções ao Brasil”, disse Boulos.
O parlamentar também analisou o papel das plataformas americanas na discussão de propostas que tentam regulamentar as redes sociais. “O que me preocupa não são os tresloucados do PL que vão para a Mesa, que fazem gracinha. O que me preocupa é o lobby das big techs, quem barrou o projeto de lei 2.630 lá em 2023, que propunha uma regulação com dever de cuidado, com as plataformas assumindo a responsabilidade por conteúdos criminosos que elas veiculam”, disse Boulos.
Para o deputado, os opositores do projeto de lei que regulamenta as redes sociais defendem a ausência de fiscalização de crimes online.
“Quem é contra é porque defende que se possa cometer livremente crime. Não se pode permitir que as redes sejam espaço onde as pessoas se sintam livres para fazer linchamentos, criar ondas de ódio, promover pedofilia, como nós vimos no tema da adultização do Felca, e não aconteça nada”, disse Boulos.





