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Na guerra das redes, Lula entra no Sul e Bolsonaro avança no Nordeste

Estudo mostra as regiões do país onde petistas e bolsonaristas são mais fortes e os avanços regionais de cada lado da polarização

Por Robson Bonin Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 8 ago 2025, 06h01 •
  • A prisão de Jair Bolsonaro e as sanções dos Estados Unidos contra o Brasil anteciparam a batalha eleitoral para a Presidência da República.

    Como a campanha propriamente dita só começa em meados de 2026, a guerra, por ora, se dá nas redes sociais, onde a polarização entre esquerda e direita, entre petistas e bolsonaristas, gera milhões de postagens diariamente.

    Desde que Donald Trump decidiu atacar autoridades brasileiras com medidas econômicas, o presidente Lula passou a ganhar popularidade e engajamento nas redes com o discurso de defesa da soberania nacional.

    Jair Bolsonaro, por outro lado, manteve seus seguidores ativos com a concretização das ameaças de Eduardo Bolsonaro ao Brasil. Proibido de usar as redes, o ex-presidente segue um ator relevante no bolsonarismo digital.

    Dados do novo estudo da Ativaweb, mostram como os milhares de seguidores de Lula e Bolsonaro estão no país e as regiões que são espécie de quarteis generais do petismo e do bolsonarismo.

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    Também revela estados em que Lula vem recuperando seguidores por causa da ofensiva norte-americana contra o país e os grupos sociais que sustentam Bolsonaro nas redes, mesmo preso.

    Segundo a Ativaweb, Bolsonaro lidera em seguidores e engajamento no Sul, Centro-Oeste e polos urbanos do Sudeste, impulsionado por comunidades evangélicas.

    Lula domina o Nordeste e cresce em estados conservadores como Paraná, Goiás e Distrito Federal, após a retórica de soberania contra Trump.

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    “Em agosto de 2025, @jairmessiasbolsonaro soma 27 milhões de seguidores no Instagram, contra 13,6 milhões de @lulaoficial. A militância digital da direita mostra alta fidelidade e ativismo, mas o lulismo avança com base jovem, progressista e urbana”, diz o estudo.

    Minas Gerais, Pará e Amazonas surgem como os estados mais equilibrados digitalmente nessa batalha. A disputa entre Lula e Bolsonaro é acirrada tanto em seguidores quanto em menções. O estudo mostra que esses territórios funcionam como termômetros nacionais — qualquer oscilação nesses estados impacta a narrativa geral no país.

    “Embora Lula tenha vencido nos nove estados do Nordeste em 2022, o bolsonarismo avança silenciosamente nas redes, com forte engajamento em Bahia e Pernambuco. A análise da Ativaweb revela que a base evangélica e conservadora está altamente ativa, transformando a região num novo campo de embate digital”, diz o estudo.

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    A pesquisa mostra que a disputa nas redes não depende apenas de números absolutos de seguidores, mas do engajamento real e da capacidade de viralizar narrativas. Bolsonaro ainda é referência nesse quesito. Porém, Lula vem ganhando espaço com discursos estratégicos e temas sensíveis ao eleitor médio, como soberania, democracia e combate às desigualdades.

    Mesmo com menor estrutura institucional, Bolsonaro mantém uma base altamente reativa, espontânea e fiel. A Ativaweb identificou picos de engajamento acima de 6 milhões de menções no episódio da prisão domiciliar, revelando uma militância que se organiza organicamente por temas simbólicos.

    Após a ofensiva de Trump contra o Brasil, Lula reconfigurou sua comunicação, adotando o discurso de soberania nacional. O resultado foi um salto na aprovação digital, inclusive em estados onde a direita costuma dominar. A retórica conectou com o sentimento patriótico e reverteu parte da desvantagem no engajamento.

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    “A pesquisa mostra que a percepção política é moldada diariamente nas redes. O voto é o fim do processo — não o começo. Narrativas, crises e respostas públicas geram microvitórias e derrotas simbólicas que acumulam influência. Com isso, medir engajamento virou ferramenta essencial para entender o país”, diz Alek Maracajá, CEO da Ativaweb.

    O avanço de Lula nas redes nas últimas semanas tem forte influência da faixa etária entre 18 e 29 anos, especialmente em centros urbanos como São Paulo, Belo Horizonte, Belém, Salvador e Porto Alegre. Essa juventude hiperconectada se engaja com pautas como soberania, justiça social, meio ambiente e cultura. “Após o embate com Trump, Lula se reconectou com esse público, que passou a amplificar sua presença digital de forma espontânea e estratégica”, diz Maracajá.

    A metodologia da Ativaweb combina coleta via APIs oficiais, análise de sentimento, segmentação geográfica e detecção de padrões em tempo real. Isso permite identificar não apenas “o que está acontecendo”, mas onde, com quem e com qual intensidade. A tecnologia revela o lado invisível da política digital.

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