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Impopular, Lula terá mais dificuldade para negociar com o Congresso

Parlamento costuma ser mais hostil com presidentes enfraquecidos pela falta de apoio das ruas

Por Robson Bonin Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 28 jan 2025, 06h01 •
  • Em 8 de janeiro de 2023, o presidente Lula ganhou um grande presente do bolsonarismo. Os ataques golpistas aos poderes da República lançaram a oposição nas cordas e deram um sentido — a defesa da democracia — à gestão petista, então perdida em sua ausência de projetos.

    Depois de passar a primeira semana de mandato repetindo um mantra cansado de que o “Brasil voltou”, os mais de trinta e tantos ministros de Lula, já sem assunto, ganharam tempo para organizar suas agendas enquanto Lula surfava uma onda de popularidade no papel de defensor da democracia.

    O petista poderia ter aproveitado o primeiro ano de mandato para solidificar relações com o Parlamento, garantindo governabilidade no Legislativo. Em vez disso, lançou-se pelo mundo em viagens ao lado de Janja que consumiram recursos públicos e um tempo valioso para a gestão.

    Iniciando a segunda metade de seu mandato com pouco tempo e muito a fazer, Lula atravessa sua pior fase no Planalto. Dados da pesquisa Quaest divulgados nesta segunda mostram que o trabalho do petista é reprovado pela maioria dos brasileiros.

    Na política, a impopularidade costuma ser um sinal de fraqueza. No caso dos presidentes da República, é como sangue na água a chamar tubarões do fisiologismo partidário. O Congresso costuma cobrar caro de presidentes enfraquecidos pela falta de apoio do povo.

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    Reprovado pela maioria dos eleitores, Lula vai sentar para negociar com partidos políticos a agenda do governo no ano e uma reforma ministerial que redistribuirá poderes no governo de acordo com a nova cúpula do Parlamento. Não será tarefa fácil, dado que a Câmara estará, ao que tudo indica, nas mãos de Hugo Motta, apadrinhado de Arthur Lira, e o Senado com Davi Alcolumbre.

    Se quiser ter votos no plenário, Lula terá de abrir os cofres, entregar os cargos e, claro, torcer para que essa barganha toda não resulte em escândalos. Com a campanha eleitoral de 2026 chegando, parlamentares do centrão vão buscar o dinheiro que ainda pode ser extraído do governo petista, sem tanto compromisso com votações, claro.

    Lula já foi um presidente muito popular e sabe como os números positivos das pesquisas atraem aliados. A verdade, para lamento do petista, também vale no sentido oposto. Presidente impopular repele aliados.

     

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