Governo vai tentar reverter derrota sobre licença-paternidade no Senado
Deputados aprovaram ampliação gradual da licença para os pais dos atuais 5 dias para 20 dias em até 3 anos após a aprovação da lei
Os ajustes feitos de última hora no projeto que amplia a licença-paternidade não agradaram o governo Lula, que deve articular para garantir mudanças no texto durante a nova apreciação pelos senadores.
Após muitas negociações nos bastidores, a Câmara aprovou na terça-feira a ampliação gradual da licença-paternidade dos atuais 5 dias para 20 dias em até 3 anos após a aprovação da lei. No primeiro ano após a aprovação da lei, a licença já passaria para 10 dias.
A proposta inicial do relator Pedro Campos previa uma progressão para até 30 dias de licença-paternidade, o que sustentou resistência de alas da Casa ao avanço da medida até que a concessão fosse feita.
Membros do Executivo, entre eles, técnicos do Ministério das Mulheres acompanharam a votação de dentro do plenário e demonstravam indignação com as mudanças. Prometeram articular no Senado para tentar retomar a previsão de um aumento gradual da licença para até 30 dias.





