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Gleisi assume articulação do Planalto focando na reeleição de Lula

Petista mostra que desistiu de conquistar os partidos de centro e do centrão e entrega condução do Planalto ao que há de mais petista no petismo

Por Robson Bonin Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 10 mar 2025, 15h38 • Atualizado em 10 mar 2025, 20h47
  • Nas palavras de um importante auxiliar de Lula, o cargo de ministro da articulação política do governo “tinha que ter sido fechado” quando o Congresso tomou para si o poder sobre as emendas parlamentares.

    O papel de negociar as prioridades do Planalto no Parlamento com deputados e senadores tinha importância quando esse ministro administrava esse balcão de verbas milionárias. Em outras palavras, com dinheiro na mão — um evidente toma lá, dá cá —, o ministro tinha poder e respeito para dialogar com o Congresso.

    “Sem dinheiro, saliva e abraços não resolvem nada”, diz um auxiliar de Lula.

    Sem poder para tanto, o cargo, como visto na gestão de Alexandre Padilha, tornou-se apenas um anteparo ao presidente da República. No lugar de criticar Lula pela letargia do governo, os parlamentares costumam bater no chefe da articulação política. Todos fazem de conta que a culpa é mesmo do ministro e presidente e parlamentares preservam suas relações.

    Nesta segunda, Gleisi Hoffmann assume essa função no governo, não para negociar matérias ou votações, mas para tentar reconstruir a esquecida frente democrática que elegeu Lula em 2022. Única esperança do PT e da esquerda para seguir mais quatro anos no poder, Lula começou a montar seu projeto de reeleição.

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    Ao escolher Gleisi e ignorar nomes do centro e do centrão sugeridos para o posto, o petista deu um recado claro ao Congresso: sabe que não terá apoio desses partidos em 2026 e, por isso, vai focar em resgatar sua base original do eleitorado, que pode não dar a vitória a ele de imediato, mas garante aqueles 30% que levam ao segundo turno.

    Além de colocar Gleisi no Planalto, Lula foi recentemente ao palanque do MST em Minas Gerais para criticar o agronegócio pela alta dos preços dos alimentos no mercado. Nada disse sobre controle fiscal e sobre a responsabilidade do governo nesse desarranjo. A guinada de Lula para a esquerda é também uma desistência.

    Em 2022, o petista vestiu a fantasia da pacificação e da política pelo bem do país, não por um projeto de poder. Foi eleito defendendo reconstruir pontes e acabar com as divisões da polarização com o bolsonarismo. No poder, Lula atuou para fortalecer esse discurso do “nós contra eles” e, agora, tentará resgatar esse clima plebiscitário para transformar a próxima eleição numa dinâmica de veto, em que o eleitor seja brindado com o medo na campanha e escolha seu candidato de modo a evitar o menos pior.

    É o que sobrou a um governo que pouco entregou até hoje e segue devendo, na avaliação da maioria dos eleitores.

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