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Estudo da FGV aponta elo direto de cigarros ilegais com violência no país

Levantamento aponta que variação de 1 ponto percentual no mercado ilegal de cigarros está associada a 239 novos homicídios dolosos por ano

Por Nicholas Shores Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 3 nov 2025, 10h01 •
  • Um levantamento inédito da Fundação Getúlio Vargas (FGV) aponta uma ligação direta entre o comércio ilegal de cigarros, que responde por 32% do mercado nacional, e o aumento de crimes violentos no Brasil – de homicídios a ataques a agentes do Estado.

    Segundo a análise, o aumento de 1 ponto percentual nas vendas dos produtos piratas está estatisticamente associado a 892 novas ocorrências de tráfico de drogas, 239 homicídios dolosos, 629 apreensões de armas de fogo, além de latrocínios (30), roubos de carga (339) e de veículos (2.868) por ano.

    O mercado ilegal de cigarros gera 10,2 bilhões de reais por ano ao crime organizado, diz o estudo da FGV, o que corresponde a cerca de 7% do total de faturamento dessas organizações criminosas.

    Para os pesquisadores à frente do levantamento, isso consolida o “vínculo estrutural” entre o cigarro ilegal e a economia do crime, tornando-se uma fonte relevante de financiamento para facções criminosas e redes transnacionais, que utilizam as mesmas rotas logísticas e recursos tecnológicos empregados em outros mercados ilícitos, como os de drogas e armas.

    “A correlação aponta para um dos maiores desafios econômico e institucional de nosso tempo. Toda essa engrenagem que abastece o crime é resultado da combinação entre demanda constante, fragilidades na fiscalização fronteiriça e urbana e regulação altamente restritiva, pressionando o setor produtivo”, afirma Edson Vismona, presidente do Fórum Nacional contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP).

    O estudo englobou a análise de dados da Pesquisa Instituto Ipec – Pack Swap (2024); Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (SINESP); Relatórios do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP); Receita Federal e Tesouro Nacional, além de uma revisão bibliográfica sobre as conexões entre mercado ilegal de cigarros e crime organizado.

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